AGAIN.

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"Quando ciclos terminam, geralmente pessoas saem da sua vida, as vezes de forma muito brusca e dolorosa, as pessoas relatam que isso ocorre para que haja amadurecimento em nós, para que possamos lidar com novas situações e novas pessoas, e é claro para que possamos seguir em frente de uma forma protegida das coisas ruins que estão por vir".

10:00 AM

A primeira coisa que sinto ao abrir os olhos, são o cheiro das panquecas que meu pai geralmente faz durante todas as manhãs, bom, pode parecer confuso para vocês já que era sempre eu que fazia esse tipo de afazeres aqui em casa, mas isso nada é do que um tipo de "suborno" do meu pai, para que eu esqueça que ele sequestrou outro garoto a três dias atrás. Eu me levanto da minha cama com uma tremenda dor sobre minha cabeça e corpo, o estresse vem me consumindo desde que meu pai me enganar novamente em relação a esse "lance" maldoso que ele faz com esses garotos.

Depois de Vence pensei que ele pararia, por ter visto como isso me afetou bastante, mas parece que isso aumentou mais ainda o lado piscicotico dele que fez até eu me envolver dessa vez, quando ele veio com essa ideia pra mim, eu realmente vi e percebi, que não conheço esse cara que mora comigo.

- Eu fiz panquecas - É impressionante como ele vira outra pessoa, parece que nada aconteceu - Tem recheio de creme com morangos, do jeito que você gosta - Ele fala se aproximando da mesa que eu acabara de me sentar, colocando as panquecas sobre ela, ele tá....sorrindo?.

- Bom, como foi sua noite filha? - Ele se senta na minha frente, fico em silêncio enquanto ele aguarda uma resposta, que obviamente ele sabe que não vai ter - Vamos lá, não vai falar comigo? Sinto falta de conversar com vo--

Flora- Da pra você parar de querer me comprar, fingindo ser um ótimo pai? - falo direcionando um pedaço de panquecas na boca e olhando para o prato que estava em minha frente.

Ele simplesmente fica parado e em silêncio, provavelmente tentando procurar algo pra falar ou tentando se controlar para não sair desse personagem patético.

- Flora, minha filha, eu não entendo o porque ser tão arrogante com o seu pai, desde pequena eu lhe ensinei a educação certa, e você deveria continuar a aplicando - Eu simplesmente me levanto da mesa com o meu prato e me direciono até a pia.

Flora- Eu lavo a louça - Começo a lavar a louça e fico em total silêncio, meu pai finalmente desiste de tentar algo comigo e continua comendo, em silêncio.

02:20 PM

Bom, se passou um bom tempo desde a última vez, ou se passou um bom tempo depois do Vence....depois que ele se foi, as coisas mudaram totalmente, tanto em mim, quanto aqui em casa, não precisa ser tão inteligente pra ver que a alegria que eu tinha sumiu em um estalar de dedos, eu me sinto deprimida todos os dias, a cada coisa que eu faço eu me pego pensando, pensando muito, tem dias que parecem que eles tem voz própria, que vivem aqui comigo, a noite quando eu deito a cabeça no travesseiro era como se nada mais existisse, as dores de cabeça passa e meu corpo relaxa, mas não demora muito para que Griffin, Billy e....Vence apareçam, não conheci muito Billy, pois a única troca de palavra que tivemos foi ele me dizendo seu nome enquanto falecia, mas os outros, quando lembro deles as lágrimas e a saudade matadora me consomem e eu perco o sono, não me lembro qual foi a última vez que tive um sono decente, deve fazer muito, mais muito tempo mesmo.

23:30 PM

Vence- Oh mocreia.

Flora- Hum?

Vence- Não precisa ser muito inteligente pra saber, que concerteza você não tá na paz - Fala ele deitado ao meu lado brincando com alguma baboseira que ele achou no chão.

Flora- UAU, Vence se preocupando com algo que não seja a palha que ele tem encima da cabeça - Falo sentada ao seu lado, obviamente eu estava o provocando.

Vence- Cala boca sua horrorosa, não é muito difícil perceber, já que quando você tá assim, fica parecendo uma debiloide - Ele fala e logo fica em silêncio, em seguida ele se levanta e se senta ao meu lado - Flora - ele me chama a atenção e eu o olho - Você devia ir lá embaixo.

Flora- Lá embaixo? - Pergunto sem compreender oque Vence acabara de me falar.

Vence- Seu pai tá esperando ele subir lá na sala.

Eu acordo com um suor frio percorrendo por todo o meu corpo, oque acabou de acontecer? Me sento na cama tentando raciocinar, o sonho parecia tão real. Mas logo me toco no que Vence me disse por último, logo direciono meu olhar na porta que dá direto para a sala.

Flora- Eu não vou ser maluca se escutar uma pessoa de um sonho maluco que eu tive, vou? - Abaixo a cabeça e penso se realmente eu deveria escutar o "Vence" do meu sonho, mas é se não for real? Eu não quero enlouquecer, isso já seria demais pra mim.

Flora- Mas se eu não for, alguém pode se machucar hoje, né? - Bom, eu resolvo dar ouvidos aos meus pensamentos intrusivos, tem coisas que nunca mudam.

Me direciono a porta e a abro cautelosamente para que papai não me escute, ando até a ponta dos pés até a sala, e MEU DEUS, ele tá lá, sentado de frente pro porão.

Flora- Você tá esperando ele pai? - Coxixo bem baixinho para que ele não me escute.

Como a porta do porão já estava aberta, apenas desci as escadas lentamente e devagar para que ele não me escutasse, ao chegar na porta que dá para o quarto onde o garoto está, rapidamente travo, uma mistura de sentimentos me invadem, culpa, medo, saudade, raiva, tristeza e o pavor, entrar lá significaria passar por tudo aquilo denovo, e eu não tô nem um pouco preparada pra passar por tudo aquilo denovo, mas é agora ou nunca, se eu subir devolta papai vai conseguir oque quer, machucá-lo, aposto que o garoto tá muito assustado, isso só traumatizaria mais ele, mais do que já tá no caso.

Me preparo para empurrar a porta já que ela estava aberta, assim que eu abro eu me deparo com o garoto já vindo na direção da porta, ele já ia sair daqui. Obviamente ele parou e me olhou, talvez estivesse tentando entender oque estava acontecendo

Flora- Não pense em subir, em hipótese alguma.



OI GENTEEEE, EU NEM SEI SE TEM ALGUÉM QUE AINDA ACOMPANHE ESSA HISTÓRIA, MAS SE TIVER, PEÇO DESCULPAS PELO SUMIÇO DE QUASE 2 ANOS, EU REALMENTE DESANIMEI DA HISTÓRIA, MAS COMO TODA HISTÓRIA MERECE UM PONTO FINAL, EU TIVE QUE VIR TERMINAR ELA, ESPERO QUE GOSTEM, TO MUITO ENFERRUJADA, MAS EU TENTEI, AGUARDEM OS PROX. CAP'S.

I am Flora - Bruce Yamada {O telefone preto}Onde histórias criam vida. Descubra agora