Capítulo 105

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Capítulo 105

Mai! – Dulce resmungou ao telefone enquanto colocava os chilaquiles no prato. – Você vai realmente me fazer implorar?

Se você simplesmente aceitar a minha resposta, não precisará implorar por nada. – a morena retrucou do outro lado da linha.

Por favor. – jogou o molho por cima da comida. – Vem para cá. Vai ser Corpus Christi, feriado para todo mundo... e a Marifer te adora.

Não use a sua filha comigo, você sabe que é sacanagem.

Então não negue a minha proposta e venha passar o feriado em casa. – disse em tom óbvio. — Amiga, estou cansada. – suspirou. – Tenho trabalhado feito um cão, porque preciso de muitas notícias de artistas para poder cobrir os problemas em que você e o Christopher se envolvem. – soltou um leve riso. – Você me dá o salário mais difícil da minha vida, sabia?

Maite. – séria.

Dul, eu amo você. – respondeu no mesmo tom que ela. – Também sinto sua falta, também relembro a época em que nós podíamos aproveitar o feriado juntas e nossa maior preocupação era deixar a agenda da megera impecável. – exalou. – Mas precisamos aceitar que as coisas mudaram, e mudaram para melhor. Hoje é Dia dos Pais, o feriado será na semana que vem, e pela primeira vez, você vai poder viver tudo isso com a sua família. Aproveite. De verdade.

Sempre disse que você era parte da minha família. – apoiou as mãos na pia. – E nunca menti ou exagerei sobre isso, Mai.

Você acha que eu não sei? Acha que eu não me lembro? – sincera. – Nunca me esqueço de nada relacionado a você, Dul. Mas agora é o seu momento de viver tudo isso com o Christopher, e além do mais, eu não quero que sinta qualquer obrigação de me acolher por toda a filha da putagem do seu cunhado.

Não estou sentindo qualquer obrigação. – a morena frisou. – Se te convido para vir, é porque você é minha amiga, Mai. Sempre foi. E isso muito antes do seu envolvimento com o Poncho.

Nem dá para considerar envolvimento. – ela bufou ao final. – Honestamente.

Você sabe que amo você e também amo o Poncho, e que nunca vou mentir para nenhum de vocês dois, então... – jogou levemente os ombros. – Sei lá. Eu só acho que ele está confuso por tudo o que viveu com a Anahí, e você precisa seguir a diante depois do Christian.

Hm. – murmurou.

Precisa falar sobre ele na terapia, Mai. – insistiu. – Precisa enfrentar a dor e o luto, porque ignorar esse fato não vai te trazer nenhum benefício. Pode parecer uma boa saída num primeiro momento, mas não funcionará a longo prazo. – disse sincera. – Você viu como eu vivi sem o Dante, você me disse muitas vezes que perdi o Santi por pura idiotice.

Eu disse isso sem pensar. – Maite emendou. – Não consigo olhar para você e imaginar alguém melhor do que o Christopher para a sua vida. Eu errei ao falar isso antes, Dul.

É fácil dizer, agora que você me vê com o Christopher e sabe do que sentimos, mas não era assim quando ele ainda não era uma realidade na minha vida. – rebateu com firmeza, mas ainda mantendo a voz suave. – O Santi realmente não é a pessoa para mim, mas nós dois poderíamos ter dado certo por um tempo, se eu não estivesse tão focada em usar as pessoas para nunca mais terminar apaixonada como eu fui pelo Dan. – disse, e esperou que a amiga respondesse, mas só recebeu o silêncio dela. – Você sabe o quanto eu sinto pela morte do Christian. Pelo amor que ele representou na sua vida, pelo amigo que representou para o Alex, e pela boa relação que eu tive com ele. – escutou-a fungar. – Eu realmente sinto muito pela morte tão prematura dele, Mai.

Jogada Política - Parte IIOnde histórias criam vida. Descubra agora