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Tenho a sensação que so nos preocupamos com a vida quando somos deparados com a morte, quando realmente ganhamos consciência que somos pequenos seres num mundo tao inesperado 

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Tenho a sensação que so nos preocupamos com a vida quando somos deparados com a morte, quando realmente ganhamos consciência que somos pequenos seres num mundo tao inesperado 

Não consigo... respirar .... Não consigo... respirar .....Não consigo... respirar . 

Não consigo... respirar.
A água entra. Queima.
Meus braços pesam. Tudo pesa.
Tentei subir... onde está a superfície? Estava ali, eu vi —
Mas agora só escuridão, só esse silêncio absurdo.
Meus pulmões imploram, meu corpo grita, mas ninguém ouve aqui embaixo.
Não há ar. Só esse vazio denso me empurrando pra baixo.
Meu coração dispara, bate como se quisesse fugir do meu peito.
Estou me debatendo... ou parei?
Não sei mais.
A dor está sumindo. Ou eu estou sumindo?
O mundo fica distante.
Lembro de um som — o barulho do vento antes de mergulhar —
Por que mergulhei?
Queria respirar só mais uma vez.
Só mais uma.
Mas agora...
Agora tudo está calmo

A vida nunca nos prepara para a morte, principalmente sendo um filho  nosso, estava dentro nem sei de que raio de caixa onde agua nao parava de entrar quando realmente fiz a coisa que mais ansiava em anos. Atirar na Chiper, contudo como a vida nunca parece estar a nosso favor a filha da mae ativa mais uma mina e mais uma vez o chao treme, os meus ouvidos doem e a minha visao fica reduzida

Eu a matei....depois de anos a minha familia estava livre, corri o maximo que consegui procurei botoes, alguma coisa capaz de abrir o raio daquela porta mas sem algum sucesso

Letty: Aguenta!!!! Falta pouco

A agua subia e subia, conseguia a ver ficar roxa de frio, aos poucos o unico ar que ainda estava disponível ia desaparecendo

Bella: Mae! Mae!

Letty: Nao consigo abrir! Eu vou buscar ajuda! Aguenta!

Bella: Nao tem problema... nao tem problema- falou sorrindo

Lett: Vc nao vai morrer!!! Vc nao vai.... Repete!!

E eu batia com todas as minhas forças, gritava por ajudava, chorava de raiva. Ela ja nao falava, estava a minutos submersa

Eu vi.
Vi quando ela afundou.
Um segundo antes, ele ainda estava ali                                                                                                                     E então... o som sumiu.                                                                                                                                                    O rosto dela mudou. Os braços começaram a bater na água, não era mais brincadeira. Gritei o nome dela.

Gritei de novo.
Mas ela não respondia, só se debatia, desesperado.

Meus pés estavam cravados no chão, como se tivessem enraizado.
'Vai, corre, faz alguma coisa!' — meu corpo não me obedecia.

velozes & furiososOnde histórias criam vida. Descubra agora