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Pov Bella:

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Pov Bella:

A sensação de estar em paz era absoluta.
Eu não sabia onde estava, mas sentia que não precisava saber. Estava... livre.
Nada apertava, nada me sufocava. A pressão no peito havia desaparecido, o peso da água, o peso do medo — tudo dissipado, como se nunca tivesse existido. A primeira coisa que vi foi a casa. A casa dos meus pais, a mesma de sempre, mas agora parecia mais brilhante, mais viva. O jardim estava mais verde, mais cheio de flores. Eu podia ouvir o som das crianças brincando lá fora — era eu e mais alguém, mas eu não conseguia ver bem, só sabia que estávamos correndo, correndo sem preocupações. Minha mãe estava na porta da frente, sorrindo. Ela nunca sorri daquele jeito na vida real. O sorriso dela era puro, sem tristeza, sem cansaço. Os meus  pais estavam ali também, fortes, tranquilos, como nos tempos antigos. Eles me olhava, e eu sentia que tudo estava bem. Tudo estava certo.

As duas crianças, correndo ao redor, riam. Seus risos preenchiam o ar como música, e eu me vi com elas, me misturando entre elas, compartilhando esse momento de pura felicidade. Não havia mais medo. Não havia mais nada a temer, a família era mais do que completa

Eu olhei para minha família. Todos estavam ali. Juntos. Felizes. O amor entre nós era tão real, tão concreto, como se o tempo tivesse sido apagado. O que eu queria, o que eu precisava, estava ali — no sorriso deles, no olhar deles. Eu nunca me sentira tão seguro, tão amado. De repente, uma luz suave apareceu no horizonte. Era o sol, mas não o sol que conhecemos. Era algo mais, uma luz que trazia uma sensação de acolhimento, de tranquilidade. Eu queria ir até lá. Queria ver o que estava além, mas... algo me puxava para trás. Eu sentia que ainda havia algo para fazer. Algo importante.

Enzo: Tu tens de voltar! - fala sentado ao lado da cama de hospital

Eu não sabia se estava acordando, se ainda estava sonhando, ou se, talvez, eu estivesse em algum lugar entre os dois, eu estava flutuando, suspensa, como se o tempo e o espaço tivessem perdido seu sentido. A escuridão era densa, mas havia algo lá, uma voz que não conseguia ver, mas sentia. Era familiar. Era dele. A voz chegou suavemente, como um sussurro, mas ao mesmo tempo cheia de urgência. Ele não sabia se eu estava ouvindo, mas ele falava como se estivesse falando diretamente para o meu coração

Enzo: Amor... eu sei que você pode me ouvir... Por favor, ouça-me

O som era abafado, mas ainda assim, eu senti a vibração de suas palavras, como uma carícia. Algo no tom dele fazia meu corpo, mesmo sem forças, se lembrar de como era amá-lo, como era sentir seu calor, havia um conforto em sua voz, mas também uma preocupação tão profunda que eu sentia, mesmo sem poder ver sua expressão. Eu sabia que ele estava ao meu lado, sentado perto de mim, talvez até segurando minha mão, mas não conseguia sentir, não conseguia tocá-lo

Enzo: Não posso... não posso imaginar a vida sem você. Não agora. Não depois de tudo o que vivemos... Me promete que você vai voltar? Me promete que vai acordar, por favor...

Ele fez uma pausa, e o silêncio ficou mais denso. Eu queria responder, queria abraçá-lo, mas minha mente estava atada a uma realidade em que eu não podia fazer nada. Só podia ouvir. Sentir, As palavras dele estavam cheias de dor, mas também de uma suavidade que me envolvia. Ele estava ali, ainda lutando pela nossa história, pelo nosso futuro. Ele não sabia se eu poderia ouvir, mas ele não conseguia deixar de tentar. Era como se a esperança fosse a única coisa que ele ainda tinha, e essa esperança ele estava me oferecendo, com todo o coração.

Eu queria dizer algo. Queria, com toda a força do meu ser, abrir os olhos e mostrar que eu estava ali, ouvindo, sentindo cada palavra dele. Mas não podia. Não conseguia. Só podia ficar naquela escuridão, com a mente flutuando, tentando alcançar o som da sua voz, tentando alcançar sua alma

Enzo: Eu ja esperei uma vez, nao me importo de esperar novamente se isso significar ter te novamente aqui 

As palavras dele começaram a se perder na distância, e eu sabia que ele estava se despedindo, sem realmente se despedir. Ele não queria me deixar, nem queria que eu soubesse o quanto ele estava quebrado. Eu queria que ele soubesse, por um instante, que eu estava com ele, mesmo que minha mente estivesse distante.

Mas então, a escuridão me envolveu novamente, e sua voz foi se afastando lentamente, até desaparecer. Eu tentei gritar, tentar pedir que ele ficasse. Mas não havia som. Não havia mais nada, a não ser o vazio. E enquanto ele se afastava, algo dentro de mim ainda lutava para alcançar o que ficou para trás, apegando-se ao eco de suas palavras, tentando lembrar do calor que ele me dava

Bella: Eu ainda estou aqui, eu ainda te amo -  dizia o meu subconsciente

Continua....

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