dificuldades

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A adolescência é um período de descobertas e desafios, especialmente no ensino médio, onde a aceitação dos colegas pode ser crucial. Essa jornada se torna ainda mais complexa para Megumi e Nobara.

Ser filho de um casal homossexual pode ter suas desvantagens. Conviver com adolescentes sem noção que te olham torto por todo o lugar pode ser completamente exaustivo.

Megumi havia acabado de completar 16 anos, estava no segundo ano do ensino médio. Desde que ele se mudou de escola, garotos infelizes não param de encher o seu saco.

Ele estava guardando os livros no armário quando ouviu as risadas.

"Ei, olha só o garoto dos dois papais!"

Ele fechou os olhos, respirando fundo. Não era a primeira vez, não seria a última.

— Como é ter dois homens te criando? Deve ser bem estranho, né? — A voz debochada de Naoya ecoou pelo corredor.

Megumi fechou o armário com força.

— Não tão estranho quanto ter um cérebro do tamanho de uma ervilha como o seu.

— Ui, ficou nervosinho? — Naoya se aproximou. — O que foi? Seus pais não te ensinaram a ser homem?

— Meus pais me ensinaram a não perder tempo com idiotas. — Megumi tentou passar.

Naoya bloqueou seu caminho.

— Sabe o que dizem, né? Filho de peixe...

O soco veio rápido. Megumi nem percebeu que tinha partido dele até ver Naoya no chão.

Ele não queria ter feito aquilo, fez na hora da raiva. Ele odeia apelar para a violência, mas as vezes não consegue se controlar... principalmente quando o oponente merece.

O impacto do soco atingiu tão rapidamente que Naoya não teve como se defender. Ele caiu no chão, com a mão no nariz, que havia sido atingido. Suas roupas e o chão ficaram manchados de vermelho.

Os alunos ao redor que assistiram à cena e se dividiam entre um "Ahhh!" e comentários surpresos.

As mãos de Megumi tremiam, ele encarava Naoya caído, com um olhar arrependido.

— GOJO! — Um professor gritou, chamando a atenção do adolescente. — Para a diretoria, agora!

Megumi fechou os olhos com o som de seu sobrenome, sabendo que sua raiva havia sido o que o colocou nesta situação. Ele respirou fundo e abriu os olhos, seguindo na direção da diretoria da escola.



— Ele me socou. — Naoya apontado para o moreno ao seu lado. — Sem nenhum motivo!

A diretora voltou o olhar para Megumi, enquanto o garoto fechava os punhos, tentando controlar a raiva que sentia com as palavras do colega.

— Isso é verdade? — Ela perguntou, esperando uma explicação do aluno.

Megumi não respondeu. Ele deu uma risada nasal e sarcástica, cruzando os braços e se virando para Naoya.

— Sem nenhum motivo, Zenin? Será mesmo?

O Zenin virou para o de cabelo preto, com os olhos estreitados.

— Eu só estava brincando com você! — Ele defendeu-se, com um tom de voz irritante. — É tão difícil aguentar uma piadinha simples?

— Desde quando homofobia é piada? — O Gojo aumentou o tom de voz.

— Já chega vocês dois. — A diretora interveio. — Megumi... me diga o motivo de você ter agredido seu colega.

𝗽𝗮𝗿𝗲𝗻𝘁𝘀; 𝗌𝖺𝗍𝗈𝗌𝗎𝗀𝗎.Onde histórias criam vida. Descubra agora