primeiro encontro.

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Nobara estava estranhamente quieta durante o jantar, mexendo na comida sem comer. Megumi, como um bom observador, nota e cutuca a irmã por baixo da mesa, recebendo um olhar irritado em resposta.

— Tá tudo bem, filha? — Suguru pergunta preocupado.

— Tô.

Satoru e Suguru se entreolham rapidamente, sabendo que algo não estava certo com a mais nova.

Suguru suspira, enquanto pousa os talheres na mesa, virando-se na direção da filha.

— Nobara, por que eu sinto que você está escondendo algo de nós?

A garota suspira, se endireitando na cadeira.

— É que... tem um garoto...

Satoru e Suguru trocam mais uma olhada surpresa, ambos curiosos para saber mais sobre aquele jovem em questão.

— Um garoto...? — Suguru pergunta, apoiando o queixo na palma da mão.

— Kaiyo? — Megumi perguntou, levando seu copo com suco natural ao lábios.

— Como sabe? — A ruiva ficou vermelha.

— Você só fala dele... — O mais novo provoca.

Satoru franziu as sobrancelhas brancas, e Suguru pegou os talheres de volta.

— Conta mais... — Ele sorriu gentil.

— Ele... hm... — Ela pigarreia. — Me chamou pra sair. — Ela desviou o olhar para a própria comida, de repente interessada.

Suguru solta um "hmmm!" provocador, e Satoru quase engasga.

— Não! — Ele exclama.

— Por que não? — Ela encolhe os ombros, se sentindo pequena.

Satoru olha para a filha com seriedade.

— Você ainda é muito jovem para ter um namorado.

Nobara revira os olhos, cruzando os braços.

— Pai, eu tenho dezessete anos!

— Exato! Um bebê ainda! — Ele rebateu.

— Papai... — Ela chama por Suguru de maneira manhosa, olhando-o com olhos pidões.

— Amor... deixa ela ir... — O homem de cabelos longos toca o braço do platinado com um sorriso divertido.

Satoru olha para o marido incrédulo.
— Você tá concordando com isso?

— Kaiyo é um bom garoto... — O outro respondeu, tomando um gole do suco.

— Como sabe? — Satoru arqueou uma sobrancelha.

— Eu o vejo na padaria dos pais dele de manhã todos os dias. Ele sempre trata os clientes com gentileza e tem um sorriso acolhedor que ilumina o lugar. Além disso, parece ser muito prestativo e atencioso com seus pais. Tenho a sensação de que ele tem um bom coração e valores sólidos. — Suguru explica.

Satoru não podia negar o fato de que Suguru tinha um ponto, mas ainda não estava 100% convencido.

— Isso ainda não significa que ele é uma boa escolha para nossa filha como namorado.

— Satoru... deixa ela ir... — Suguru tenta outra vez.

— Mas-

— Você me conheceu com dezesseis! — Suguru argumenta.

Satoru suspira frustrado por seu marido usar o próprio relacionamento para ganhar a discussão.

— É diferente...

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⏰ Última atualização: Jun 30, 2025 ⏰

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𝗽𝗮𝗿𝗲𝗻𝘁𝘀; 𝗌𝖺𝗍𝗈𝗌𝗎𝗀𝗎.Onde histórias criam vida. Descubra agora