nova membro

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🚨AVISO: contém menção de abuso físico e emocional.



Com o estado de saúde checado, eles voltaram para casa. Nobara passaria a noite ali. Ela tomou banho e Megumi emprestou algumas roupas de frio.

— Nobara... — Suguru chama suavemente. — Podemos conversar com você por um minuto?

Os meninos brincavam animadamente no quarto de Megumi, e os adultos da casa chamaram a menina para conversar na sala.

Ela se aproxima deles, notando o semblante sério dos rapazes. Fica um pouco intrigada, perguntando-se o que poderia ter feito de errado.

— Sim? — Ela responde, com a voz um pouco incerta, enquanto se acomoda no sofá ao lado.

— Nós queríamos conversar com você sobre algumas coisas importantes. — Satoru começa, com a voz suave, porém séria. É evidente que é algo sério.

— Isso vai ser um pouco difícil de explicar, mas é importante que você ouça o que temos a dizer, ok? — Suguru diz, e Nobara assente com a cabeça.

— Ok. — Ela fala, com a voz levemente trêmula.

Satoru acena com a cabeça e assume o controle da conversa.

— Nós ficamos sabendo que você não teve uma vida muito fácil. — Ele faz uma pequena pausa. — E sabemos que você fugiu do orfanato algumas vezes.

A menina fica tensa, abraçando os próprios braços e apertando o tecido da camisa que usa com força.

— Nós não estamos aqui para julgar você, Nobara. — Suguru diz, tentando reconfortá-la. — Estamos aqui para entender a situação e tentar ajudar.

Nobara desvia o olhar, olhando para as próprias coxas, sentindo os olhos lacrimejarem.

O casal, percebendo as expressões da criança, troca um olhar preocupado.

— Nobara, olhe para mim, por favor. — Satoru diz, tentando chamar a atenção da menina.

A garotinha levanta a cabeça, olhando nos olhos de Satoru enquanto sente algumas lágrimas teimosas escorrerem por sua bochecha.

O olhar de Satoru gentilmente se conecta com o dela. Ele coloca uma mão no queixo dela, limpando delicadamente as lágrimas de suas bochechas com o polegar.

— Nós não estamos te repreendendo por tentar fugir. Nós só queremos entender. — Ele tenta tranquilizá-la.

Nobara fica em silêncio por alguns momentos, pensativa. Ela abraça ainda mais os próprios braços, como se estivesse tentando se proteger das emoções que estão surgindo.

Ela respira fundo algumas vezes, finalmente começando a falar, a voz trêmula.

— Eu... não gosto de lá.

Os dois homens escutam as palavras de Nobara com uma mistura de curiosidade e compaixão. Eles percebem a dificuldade que ela tem em falar sobre isso, mas permanecem quietos, dando-lhe espaço para continuar.

Satoru coloca a mão no ombro dela, oferecendo-lhe um gesto reconfortante.

— Você pode ser honesta conosco, tudo bem? Não se preocupe em magoar nossos sentimentos. Queremos entender o que está te incomodando. — Ele incentiva, tentando entender as razões por trás do desconforto dela.

Nobara continua abraçando os próprios braços com força, enquanto olha para eles com hesitação.

— Naquele lugar... eu não me sinto à vontade. Eu... não me relaciono bem com as outras pessoas lá. As duas meninas com quem fiz amizade foram adotadas, e as outras pessoas me ignoram. E as regras... Elas me fazem sentir limitada, como se eu estivesse presa. — Ela diz finalmente.

𝗽𝗮𝗿𝗲𝗻𝘁𝘀; 𝗌𝖺𝗍𝗈𝗌𝗎𝗀𝗎.Onde histórias criam vida. Descubra agora