Suas roupas não eram tão diferentes daquelas usadas pelos comensais da morte, o corte era praticamente o mesmo, a diferença estava nos detalhes. Cada um tinha uma máscara preta personalizada que se moldava ao rosto e não possuía nenhum detalhe, a única diferença entre a deles e a máscara branca de osso dos comensais que eram ornamentadas e extravagantes conforme o gosto de quem as usava.
Eles eram praticamente irreconhecíveis, apenas o gênero poderia ser deduzido, nenhum fio de cabelo ou pedaço de pele seria visto, muito menos os olhos que pareceriam buracos negros com a magia presente na máscara.
Draco estava impressionado, mas não tanto quanto Theo que não parava de tecer elogios quanto ao trabalho feito nas roupas.
-É perfeito! Estaremos mais seguros com essas roupas do que qualquer um dos nossos pais estão com a deles! Além disso, o trabalho feito no tecido é único e espetacular!
Um bufo chamou a atenção de Draco para Blaise que revirou os olhos para a empolgação de Nott.
-Não pensei que você fosse do tipo que costura. Nott, vai elogiar o caimento das peças em seguida? A qualidade do tecido? -o garoto negro riu diante do rubor do amigo.
Nott pegou a máscara de Blaise da mesa de centro e jogou nele.
-Experimente, idiota! Coloque a máscara e olhe para mim.
O menino envergonhado se virou e esperou enquanto todos o olhavam.
-Quer que eu olhe para suas costas magrelas ou para esse seu traseiro seco, Theodore? -provocou Zabini.
Ansioso e cansado de toda essa provocação, Draco deu um chute nas pernas de Blaise.
-Coloque essa merda logo, Zabini!
Zangado com sua brincadeira cortada pela metade, o adolescente colocou a máscara como lhe foi ordenado e imediatamente sua atitude mudou, fazendo-o exclamar:
-Puta merda, que cobra linda, Theo!
Imediatamente Goyle e Crabbe riram.
-Acho que a cobra fica na frente, Blaise. -disse Goyle em meio às gargalhadas.
-É um bordado, seu idiota!
Curiosos, os outros colocaram suas máscaras. Assim que Draco colocou a sua, o espaço vazio nas costas de Theo foi preenchido pelo desenho brilhante de uma cobra cuspindo veneno, esmagando um crânio com seu corpo.
-Incrível! -murmurou Theo, virando-se para observar os amigos.
Olhando ao redor, Draco também ficou maravilhado. As costas de Pansy exibiam uma medusa cadavérica, seus cabelos-serpentes ondulando com olhos negros e enigmáticos. Delilah ostentava uma roseira sombria, seus espinhos escondendo uma cobra sinuosa, quase imperceptível, espreitando por entre as pétalas. Astoria revelava uma cena de serenidade mágica: uma cobra aninhada pacificamente em um caldeirão fumegante, ladeado por pedras preciosas e ramos de ervas reluzentes. Daphne exibia uma rosa vívida atravessando um crânio esbranquiçado, cujo caule era, na verdade, uma serpente se contorcendo em espiral.
Crabbe e Goyle, inseparáveis até em suas marcas, tinham imagens gêmeas: duas luas em fases opostas, cada uma entrelaçada por uma cobra prestes a atacar. A diferença mais gritante era que a serpente de Crabbe era esquelética, um presságio de morte, enquanto a de Goyle era viva e vibrante. Blaise, por sua vez, ostentava uma cena brutal e elegante, sua cobra sufocava lentamente um corvo, as asas da ave se abrindo em desespero congelado.
Então, Draco retirou seu manto.
Um silêncio se fez no grupo. Os olhos de todos se voltaram para ele, mas Draco parecia não perceber, estava hipnotizado pela própria marca. Nas suas costas, uma espada pingando sangue brilhava em um tom rubro escuro, como se recém usada. Em torno da lâmina, uma cobra de escamas prateadas a envolvia firmemente, mas sua postura não era de ataque, e sim de proteção, como se estivesse guardando seu portador de qualquer ameaça. Havia algo nobre, perigoso e solene naquela imagem.
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O Mito da Caverna - Draco Malfoy
FanfictionApós a batalha do departamento de mistérios e a prisão de Lucius Malfoy, o nome da família de Draco está em ruinas, todo o prestigio e boa fama haviam caído por terra. A culpa é do Potter, é claro, graças a ele Lord Voldemort quer punir a família Ma...
