O amor dói.
O amor machuco.
Mais ele também te salvar
E te cura.
__Existe o amor para sua vida.
__E o amor da sua vida.
Muitas vezes o amor da sua vida é apenas um apego,e isso é o mais difícil de aceitar.
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————————O céu da manhã ainda carrega os tons tímidos do amanhecer quando Ume chegou ao cais.A madeira úmida estalava sob suas botas,e o cheiro de sal misturado ao vento preenchia os pulmões com uma familiaridade agridoce.O navio de Barba Branca se impunha ali, como uma fera adormecida prestes a tomar o mar,grandioso e livre mas pela primeira vez, liberdade parecia pesar para Ume e Ace.
Ace já estava esperando.De pé, sozinho, os cabelos voando em sincronia com o vento.Seus olhos encontraram os dela sem dizer palavra.
Ace parou diante da mãe dele,tentando manter a postura firme,mas seus olhos vacilar.
—— eu vou mãe — disse, a voz rouca, quase um sussurro arrastado pelo vento. — eu queria ficar mais com você,mais não vou poder.
Ume respirou fundo. Aproximou-se e tocou o rosto do filho com as pontas dos dedos,como fazia quando ele era pequeno e voltava para casa machucado ou frustrado.
—— eu sei — A voz dela era tranquila, mas havia algo escondido sob cada sílaba. — eu esto muito feliz por ter visto você de qualquer forma.
Ele segurou a mão dela, apertando como se tentasse guardar o calor daquele toque dentro de si.
—— mãe tudo o que eu sou e graças a você.Por sua causa.Você me deu um lar e dois irmãos..uma casa,me deu amoe quando eu achava que não merecia — Ace sorrir para ela — eu te amor muito.
Ume sorriu, com os olhos marejando.
—— não fale como se isso tivesse sido um sacrifício pra mim....eu sempre amei e vou te amar como meu filho.
Ace desviou o olhar por um instante, tentando conter as emoções.
—— eu queria te prometer que vou voltar...mais...
— Não precisa prometer que vai voltar — interrompeu ela, com gentileza. — Só me prometa que vai viver.Com toda sua intensidade,com todo o fogo que carrega no peito.E quando i mundo te fizer duvidar de quem é,lembre-se de que você e amado.Isso nunca vai mudar.
Ace a abraçou com força.Um daqueles abraços que carregam anos de silêncio, de lutas, de palavras nunca ditas. Ume fechou os olhos, enterrando o rosto no ombro do filho, sentindo o calor dele pela última vez.
—— obrigada,mãe.
—— vai,antes que eu mude de ideia e mande amarrarem você nesse cais.
—— vamos,Ace!!chega de choro no colinho da mamãe!! — grito um dos homens.
—— e,vamos!!
Eles riram, ainda com os olhos cheios d’água.
Ace deu um passo para trás, relutante, e então se virou. Subiu a prancha que levava ao convés sem olhar para trás, porque sabia que se o fizesse, o peito se partiria. Quando o navio começou a se afastar, ele correu até a borda e levantou a mão, acenando para ela, com um sorriso aberto e os olhos marejados.