EPI.09

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————————O céu da manhã ainda carrega os tons tímidos do amanhecer  quando Ume chegou ao cais

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————————O céu da manhã ainda carrega os tons tímidos do amanhecer  quando Ume chegou ao cais.A madeira úmida estalava sob suas botas,e o cheiro de sal misturado ao vento preenchia os pulmões com uma familiaridade agridoce.O navio de Barba Branca se impunha ali, como uma fera adormecida prestes a tomar o mar,grandioso e livre
mas pela primeira vez, liberdade parecia pesar para Ume e Ace.

Ace já estava esperando.De pé, sozinho, os cabelos voando em sincronia com o vento.Seus olhos encontraram os dela sem dizer palavra.

Ace parou diante da mãe dele,tentando manter a postura firme,mas seus olhos vacilar.

—— eu vou mãe — disse, a voz rouca, quase um sussurro arrastado pelo vento. — eu queria ficar mais com você,mais não vou poder.

Ume respirou fundo. Aproximou-se e tocou o rosto do filho com as pontas dos dedos,como fazia quando ele era pequeno e voltava para casa machucado ou frustrado.

—— eu sei — A voz dela era tranquila, mas havia algo escondido sob cada sílaba. — eu esto muito feliz por ter visto você de qualquer forma.

Ele segurou a mão dela, apertando como se tentasse guardar o calor daquele toque dentro de si.

—— mãe tudo o que eu sou e graças a você.Por sua causa.Você me deu um lar e dois irmãos..uma casa,me deu amoe quando eu achava que não merecia — Ace sorrir para ela — eu te amor muito.

Ume sorriu, com os olhos marejando.

—— não fale como se isso tivesse sido um sacrifício pra mim....eu sempre amei e vou te amar como meu filho.

Ace desviou o olhar por um instante, tentando conter as emoções.

—— eu queria te prometer que vou voltar...mais...

Não precisa prometer que vai voltar — interrompeu ela, com gentileza. — Só me prometa que vai viver.Com toda sua intensidade,com todo o fogo  que carrega no peito.E quando i mundo te fizer duvidar de quem é,lembre-se de que você e amado.Isso nunca vai mudar.

Ace a abraçou com força.Um daqueles abraços que carregam anos de silêncio, de lutas, de palavras nunca ditas. Ume fechou os olhos, enterrando o rosto no ombro do filho, sentindo o calor dele pela última vez.

—— obrigada,mãe.

—— vai,antes que eu mude de ideia e mande amarrarem você nesse cais.

—— vamos,Ace!!chega de choro no colinho da mamãe!! — grito um dos homens.

—— e,vamos!!

Eles riram, ainda com os olhos cheios d’água.

Ace deu um passo para trás, relutante, e então se virou. Subiu a prancha que levava ao convés sem olhar para trás, porque sabia que se o fizesse, o peito se partiria. Quando o navio começou a se afastar, ele correu até a borda e levantou a mão, acenando para ela, com um sorriso aberto e os olhos marejados.

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