O amor dói.
O amor machuco.
Mais ele também te salvar
E te cura.
__Existe o amor para sua vida.
__E o amor da sua vida.
Muitas vezes o amor da sua vida é apenas um apego,e isso é o mais difícil de aceitar.
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——————— O sol mal havia tocado o convés quando os primeiros raios invadiram o quarto do capitão.A luz dançava preguiçosa pelas cortinas rasgadas,os lençóis amarrotados e a pele nua que se escondia sob eles.O navio balançava suavemente, como se o próprio mar soubesse do que acontecera ali naquela madrugada.Shanks dormia com um braço por baixo da cabeça, o outro solto sobre a cama bagunçada.O lençol cobria apenas parte de seu corpo — revelando o peito largo, marcado por cicatrizes de batalhas antigas e pelo calor da noite passada. Seus cabelos ruivos estavam mais desgrenhados que o normal, caindo sobre a testa suada, e um sorriso vago repousava em seus lábios entreabertos.
Ao lado dele,Ume estava deitada de bruços, com as costas nuas expostas à luz suave da manhã. Seu cabelo estava preso de maneira displicente em uma trança solta, e algumas marcas recentes em sua pele contavam,em silêncio, a história das horas que antecederam o amanhecer.
O quarto carregava o cheiro deles — mistura de sal, vinho barato, suor e desejo. As roupas estavam espalhadas por todo canto: a blusa de Ume sobre o espelho rachado, as calças de Shanks penduradas na maçaneta da porta, como se alguém tivesse arrancado tudo às pressas, entre beijos e risos abafados.
No criado-mudo, um copo com restos de rum e o colar de Ume — esquecido, talvez propositalmente.
Ela se remexeu devagar, sentindo o corpo ainda sensível.Virou o rosto na direção dele e ficou observando Shanks em silêncio, com aquela cara de quem dorme como se não devesse nada a ninguém. Ele parecia mais jovem assim, sem o peso do título, sem os gritos da tripulação, sem o mundo pendurado em seus ombros. Só um homem. Só ele.
Ela estendeu a mão e, com a ponta dos dedos, percorreu de leve uma das cicatrizes no peito dele. Era como se tocasse um mapa — cada marca levava a uma história que ele talvez jamais contasse.
UMe estendeu a mão procurando por algo para vestir,encontrando uma blusa de Shanks em cima do criador ao lado da cama.
Shanks desperto com a movimentação e vira o rosto quando a luz do sol o deixa com a visão turva,Shanks encaro Ume que está de costas para ele vestindo a blusa,levando a mão para o cabelo para pode amarrar.
—— bom dia — Shanks murmurou sua voz grogue —a onde você vai tão cedo?
—— tão cedo? — Ume olho para Shanks por cima do ombro — Shanks já deve se perto do meio-dia.
Ume sorri levantando.Caminhando pela cabine do Shanks que mudou muito.
—— livros? — ela pergunto apontando para a estante de livros — esse lugar tádiferente.
—— gosto.
A primeira coisa que Ume reparo e em como a luz do sol entra na cabine dele, filtrada pelas janelas ornamentadas,que desenhava longas faixas douradas sobre o assoalho de madeira polida,onde pilhas de livros antigos repousavam, suas lombadas desbotadas guardando segredos de mapas e mitos.Shanks nem tinha livros nesse lugar.