EPI.05

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———————— Naka e Ume tem uma daquelas amizades que o tempo não apaga,só fortalecer

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———————— Naka e Ume tem uma daquelas amizades que o tempo não apaga, fortalecer.Eles se conheciam desde sempre, ou ao menos era assim que pareciam se lembrar: duas crianças sentadas no telhado de uma casa qualquer, dividindo segredos e silêncios com a mesma naturalidade com que se divide um pedaço de pão.Ume era feita de riso fácil e intuição afiada. Naka, de silêncio confortável e olhos que viam mais do que diziam. Juntos, se completavam como opostos que se entendem sem precisar de esforço. Ela falava pelos cotovelos quando ele se calava; ele segurava sua mão quando o mundo a feria.

A adolescência os viu crescer lado a lado, mesmo quando os caminhos pareciam divergir. Houveram brigas, claro — tempestades intensas, seguidas de reconciliações suaves, como a calmaria que só vem depois de um temporal entre velhos amigos. Eles sabiam onde doía um no outro, mas jamais usavam isso como arma.

Havia algo de eterno na maneira como se olhavam. Não era amor romântico, embora o mundo já tivesse confundido mais de uma vez. Era amor, sim, mas do tipo raro — aquele que é raiz, que sustenta, que não precisa ser explicado. Se um caísse, o outro já estava lá, de braços abertos, antes mesmo da queda terminar.

Com o passar dos anos, as rugas chegaram, os rumos mudaram, as escolhas também. Mas entre eles, tudo permaneceu intacto. Um simples olhar bastava para lembrar quem eram — e, mais importante, quem tinham sido um para o outro.

A amizade deles é uma das coisas bonita que permanece na vida de Ume e que a mesmo guarda como quem ser guarda um tesouro,como o arco-íris esconder o pote de ouro.Os dois sempre foi amigos que ser ver como irmãos que se amar ao ponto de sacrifica suas vidas como Naka fez ao aceitar casar com Ume no passado e assumir a responsabilidade sobre uma criança.

—— eu acho que amizade de vocês tão lindo — Ace disse enquanto Ume e Naka se ajuda na cozinhar.

—— e longa também — Ume acrescento ao colocar a tigela de arroz sobre mesa do jantar.

—— sim — Naka concordo ao colocar os pratos e talheres na mesa — eu aturo a sua mãe desde que tínhamos oito...

—— seis e o correto é eu que aturo as suas chatices a mais de três décadasUme senta ao lado de Ace para pode desfrutar o almoço.

—— desde dos seis anos? — Ace olho para eles indagando como vocês puderam dura tanto?

—— persistência.

—— diversão.

—— momentos duros.

—— momentos de acolhimento —  Naka finalizar — a Ume sempre foi um dos meus alicerces pra tudo.

—— como vocês conheceram? — pergunto Ace enquanto se servir a boca salivando para comer a comida da mãe depois de tantos tempo.

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