O amor dói.
O amor machuco.
Mais ele também te salvar
E te cura.
__Existe o amor para sua vida.
__E o amor da sua vida.
Muitas vezes o amor da sua vida é apenas um apego,e isso é o mais difícil de aceitar.
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———— Shanks.
O som das ondas quebrando na areia era o único ruído que preenchia a escuridão. A noite estava limpa, sem nuvens, e a lua desenhava uma trilha prateada sobre o mar. Ela estava ali, parada na beira da água, com os pés descalços afundando lentamente na areia fria. O vento dançava nos cabelos soltos, e os olhos fixos no horizonte pareciam buscar algo que o tempo havia levado.
Ela não o via há quase um ano.
Quase um ano de noites em claro. Quase um ano de cartas nunca enviadas. Quase um ano tentando se convencer de que ele não viria mais.
Mas ele veio.
Ela sentiu antes de ver.O passo hesitante na areia, a respiração contida, a presença que seu corpo conhecia mesmo no escuro.Quando se virou, o tempo pareceu se prender no instante em que os olhos dele encontraram os dela.Não disseram nada.O silêncio era mais profundo que o mar,mais sincero que qualquer palavra.
Ela quis correr,mas ficou.Quis grita,mas calou.
Shanks deu um passo.Ume não recuou. O vento soprou mais forte entre eles, carregando tudo que ficou preso no passado.E, finalmente,ele a abraçou.
Ela demorou a retribuir.Os braços estavam pesados de tanto vazio.Mas quando o fez, quando se permitiu,era como se voltasse a respirar.
Ali,entre as sombras e o mar,Ume choro em silêncio.Não pelo retorno.Mas por tudo o que teve que suportar sozinha.
E Shanks a segurou com força — como que saber que perdeu algo valioso e,por um milagre,a teve de volta.
—— amor.
Ele murmurou com a voz carregada com aquele tom que apenas ele tem,seu corpo aninhado com o de Ume de uma forma que fez ela se questionar se vai conseguir respirar quando ele se afastar e o frio penetrante do vento do corto sua pele.
Shanks afasto o suficiente para segura o rosto dela entre os dedos da mão,o seu aperto esmagando as bochechas de Ume enquanto Shanks ser perdir no azul dos olhos dela.
—— Shanks — ela murmurou de volta — você e mesmo real?
—— sim — Shanks sorrir mais seu peito dói ao mesmo tempo — sou eu,e eu esto aqui com você.
—— eu... — Ume recuar e a mão dele cair do rosto dela — emesmovocê?
Ume permanecia imóvel diante dele,mas dentro dela,tudo tremia.O coração batia descompassado,como se não soubesse se devia correr ou parar.Era ele.Era Shanks.Tão real, tão perto.Depois de tanto tempo,depois de dias em que ela pensou que havia sonhado aquele amor.
Mas ele estava ali.
E ela não sabia se chorava de alívio ou de raiva,se o abraçava ou se fugia.O corpo gritava pela presença dele,mas o coração ainda sangrava pela ausência.