OIC.

562 102 46
                                        

Isabella Parker.

— OIC? O que significa isso? E por que está dizendo que a minha mãe tem relação com isso?

— OIC, organização internacional de criminosos. Sua mãe faz parte de uma organização onde só tem criminosos e alguns mafiosos, ela tem contrato de sangue. - Hannah explica e eu nego com a cabeça.

— Contrato de sangue?

— Exatamente, basicamente, vale a vida dela, se ela querer encerrar o contrato ou não cumprir, ela morre. - Hannah finaliza.

— Impossível, a minha mãe trabalha, ela faz viagens a trabalhos, ela estava em viagem a semanas atrás. - Falo sentindo a minha respiração acelerar.

— As viagens a trabalhos realmente são a trabalhos. Mas não para o tipo de trabalho que você pensava. Eu ainda só não consegui identificar quais crimes eles cometem.

Ela explicava e eu sentia as peças que ao mesmo tempo que ficavam mais próximas, ficavam mais distantes.  Como assim a minha mãe é uma criminosa? O Gustavo vai morrer se ela descobrir que foi ele que apontou a arma pra ela? Ela vai me achar em quanto tempo?

Agora tudo fazia sentido, nas festas da empresa eu nunca podia ir, a explicação dela era por que não podia levar filhos. Quando na verdade ela estava em uma festa onde todo mundo ao seu redor já teriam cometido crimes?

Entrego o Pendrive para a Hannah.

— Acha tudo o que você tem que achar, junta todas as peças. - Falo sentindo a respiração pesar, eu tinha medo de descobrir algo pior, mas o peso da dúvida era ainda mais angustiante.

A garota esticou uma garrafinha com água pra mim e eu abri a mesma, tomando a água.

Os dedos dela deslizavam pelas teclas cada vez mais rápidos, pela sua expressão, alguma coisa parecia fazer sentido ali, quando de repente, a garota arregalou os olhos.

— O que foi?! - Pergunto desesperada e olho a tela do computador.

— Alguém está tentando invadir o meu sistema. - Ela diz rápida e em seguida começa a pegar algumas coisas na sua gaveta, conectando no computador e digitando sem parar, abrindo diversas abas, decifrando senhas, números, símbolos e letras misturados, aquilo me deixava tonta, era pior que ter duas aulas de matemática seguidas.

— Pega o carregador na minha mala, o computador está quase descarregando. - Ela disse enquanto permanecia focada e eu apenas a obedeço, pegando o carregador e ajudando ela a conectar.

4 minutos depois pude escutar um suspiro de alívio vindo dela e eu finalmente soltei a mecha do meu cabelo que eu estava alisando sem parar para tentar não ficar nervosa.

— Consegui. - Ela disse satisfeita. — Tentaram invadir o meu servidor e transferir meus arquivos, consegui bloquear e inverter a situação, uma pessoa chamada "Tyler Foster" que tentou invadir.

— Tyler Foster? - Pergunto.

5 anos atrás...

Sinto o vento passar pelo meu rosto assim que ela tacou o jarro de vidro para tentar me acertar e passou de raspão, os estilhaços voaram e eu senti algo perfurar o meu pescoço.

— VOCÊ É PERTUBADA! - Grito descontroladamente assim que passo a mão no meu pescoço e sinto um pedaço de vidro enfiado no mesmo, corro até o espelho mais próximo e tento tirar, até que pelo reflexo eu vejo a minha mãe vindo na minha direção.

Me viro para a mesma e na mesma hora sinto a minha cabeça ser arremessada no espelho, ela começou a bater a minha cabeça com força descontroladamente enquanto sorria.

Sombras do passado.Onde histórias criam vida. Descubra agora