eu carregarei
para sempre essa culpa
que rasga meu peito
arrebenta meu eu
e ocupa
ocupa todo espaço
do meu corpo-terra
trazendo medo, dor
e escuridão
que medo de nunca clarear.
que medo de nunca clarear.
que medo de não ter tempo de clarear.
chega a noite
calor, vida e sorte
nada disso resolve me tomar
que medo de ser
que medo de estar
que medo de viver
que medo de parar
olho pra dentro
que tristeza ao olhar
tudo mecânico, frio
nada a brilhar
que trânsito, que colisão!
que estrada é essa?
que cidade é essa chamada solidão?
canso, entristeço
de tempos em tempos
relembro...
minha culpa
meu erro e minha dor
que monstro foi esse
que me parou?
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por onde andei?
Poetrydor, melancolia e combustão em poemas. todos de minha autoria.
