retrovisor

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eu carregarei
para sempre essa culpa
que rasga meu peito
arrebenta meu eu
e ocupa

ocupa todo espaço
do meu corpo-terra
trazendo medo, dor
e escuridão

que medo de nunca clarear.
que medo de nunca clarear.
que medo de não ter tempo de clarear.

chega a noite
calor, vida e sorte
nada disso resolve me tomar

que medo de ser
que medo de estar
que medo de viver
que medo de parar

olho pra dentro
que tristeza ao olhar
tudo mecânico, frio
nada a brilhar

que trânsito, que colisão!
que estrada é essa?
que cidade é essa chamada solidão?

canso, entristeço
de tempos em tempos
relembro...
minha culpa
meu erro e minha dor

que monstro foi esse
que me parou?

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⏰ Última atualização: Aug 24, 2025 ⏰

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