The Test

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(POV ARIANA G.)

O famoso sábado tinha chegado.

Por que famoso? Porque Normani não parou de falar sobre ele a semana inteira. Todo intervalo, todo almoço, todo grupo de WhatsApp, era só "teste das Vixens", "uniforme novo", "coreografia que a Olivia mandou", "vamos arrasar, meninas". O sonho dela é ser cheerleader do colégio desde que chegou. Ela ama dançar, ama o palco, ama o barulho da torcida. Pra ela, isso não é só um teste: é conquista.

Já eu... não estava muito bem pra pular, dançar e gritar.

Diferente de quando me reinscrevi na terça, toda animada, cheia de "vou voltar mais forte". Agora, olhando no espelho do quarto, só via olheiras fundas, rosto pálido, e uma garota que estava tentando se convencer que isso era uma boa ideia.

Mas vou fazer isso pela Mani.

Ela tá muito animada. Não quero deixar ela triste, preocupada, achando que desistiu em cima da hora por causa de mim. Ela merece esse momento.

Então respirei fundo, abri o armário e peguei o body. Azul escuro, listras douradas, justo, mangas compridas, decote discreto mas ainda assim... apertado pra caralho. Coloquei, ajustei no corpo, passei as mãos pra esticar o tecido. Olhei no espelho.

Parecia eu.

Mas não parecia.

A saia plissada das Vixens estava dobrada na cadeira. As meias altas brancas, o tênis branco novo. Tudo pronto.

Eu só não sabia se eu estava pronta.

Frankie bateu na porta aberta.

— Tá bonita, mana. — disse, encostado no batente, sorrindo de canto. — Vai arrasar hoje?

— Vou tentar. — Eu forcei um sorriso.

Ele entrou, sentou na beira da cama.

— Se não quiser ir, não vai. Ninguém vai te julgar.

Eu neguei com a cabeça.

— Eu quero. Pela Mani. E... talvez por mim também. — Frankie assentiu, sem forçar.

— Então vai. E se precisar de mim, me liga. Eu pego o carro da mãe e chego em dez minutos.

Eu ri baixo.

— Você é o melhor irmão do mundo, sabia?

— Eu sei, querida. — ele respondeu, piscando. — Agora termina de se arrumar antes que a Camila venha te buscar buzinando.

Ele saiu, me deixando sozinha de novo.

Eu terminei de me vestir: saia, meias, tênis. Prendi o cabelo num rabo de cavalo alto, passei um gloss leve, máscara de cílios. Nada demais. Só o suficiente pra não parecer que eu tinha chorado a noite inteira.

Peguei a bolsa pequena, celular, chave de casa.

Desci as escadas, e a mãe estava na cozinha, fazendo café.

— Tá linda, filha. — disse ela, virando com um sorriso orgulhoso. — Vai com tudo hoje, tá?

— Vou tentar, mãe. — Eu assenti.

Ela me abraçou rápido.

— Você não precisa tentar. Você já é.

Saí de casa com o peito apertado, mas os pés andando.

Camila me buscou na esquina, buzina tocando duas vezes curtas. Quando entrei no carro, ela já estava cantando alto uma música qualquer da mãe da Dinah, vulgo Beyonce.

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⏰ Última atualização: Feb 04 ⏰

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