ROMANCE / LIVRO PRA MAIORES DE 18
• Padre Damian Lopez vive pela comunidade do seu bairro em Riverside, mas algo abalaria sua fé e tentação ao reviver uma antiga amizade de colegial com Miranda Sawyer.
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O departamento estava em alerta, em uma agitação estressante. Angela tinha me evitado a semana toda. Eu já estava perdendo a cabeça; minha melhor amiga me fazia falta. Eu queria saber se o bebê estava bem, se ela tinha comido a salada de frutas que tanto gosta. Eu queria escutar nossas risadas ecoando na minha sala. Damian disse que ela também o tem evitado. Então a hora certa veio quando o supervisor fez uma reunião com todos do departamento sobre um novo caso de envolvimento com drogas e brutalidade policial contra imigrantes em Riverside. O departamento de The Rookie sempre preservou a verdade e a justiça; alguém que quebrasse as regras merecia pagar. Quando a reunião terminou, notei Angela sair apressada. Corri ao seu alcance, chamando-a ainda de costas:
— Vai continuar me evitando? — perguntei-lhe quase sabendo a resposta.
Angela permaneceu de costas. A barriga estava maior, o blazer estava pontudo. Tenho certeza de que meu afilhado estava saudável e agitado dentro dela. Talvez minha melhor amiga nunca me perdoe, mas era melhor falar do que guardar para mim, mesmo que ela escolhesse me tirar da sua vida.
— Me perdoa, Angela... Eu sei que não fui transparente, que eu deveria ter contado tudo desde que essa bola de neve de mentiras começou a se transformar. Mas eu estava com medo.
— Medo de quê, Miranda? Meu irmão é um padre. Você tem noção do que fez? Talvez no seu mundo colorido isso seja o certo não é?! — A voz dela saiu ríspida como lâmina.
Mordi meu lábio inferior. Uma risada amarga queimou minha garganta.
— É, mas ele ainda é um homem. Não que isso seja uma justificativa. Mas não me arrependo de ter ficado com Damian. Me arrependo de ter demorado tanto para perceber que sempre foi ele. Mesmo com os pés na droga do altar, no dia do meu casamento com Mark, a gente agiu como poderíamos ser, como sempre foi no colegial. Parecíamos que tínhamos superado tudo aquilo, então não tão fácil como pensar, admitir isso agora. Eu tive a chance de me apaixonar novamente. Sabe, eu amei Mark com todas as minhas forças e olha como isso terminou, não era pra ser, nunca foi. Ele me levou para o pior momento da minha vida. E quem me ajudou nesse pior momento...
Angela concluiu a confissão, como se encaixasse dentro das minhas próprias sílabas formadas:
— O Damian... Mas eu realmente só queria que minha melhor amiga tivesse sido justa e transparente, como sempre foi. Eu te admirava pelo seu senso.
Apertei meus próprios dedos no meu distintivo no quadril, minhas botas cravando mais firme no chão. As luzes do corredor iluminava perfeitamente nossos rostos a distância. Afirmei quase sem nenhum vestígio de aflição:
— No meu trabalho, sim, Angela. Mas fora dele eu ainda sou um ser humano. Uma mulher com falhas. Eu nunca fui perfeita e nunca irei ser. Mas, se realmente nossa amizade desde o colegial não foi o suficiente para você me tratar do jeito que está fazendo agora, quer dizer que você nunca me conheceu de verdade.