lost love

263 18 7
                                        

Ao encontrar o Mark na noite de sábado, em dos nossos restaurantes favoritos, era como reviver uma memória ruim, mas tínhamos assuntos pendentes sobre toda papelada do divórcio. Enquanto olhava pro meu prato de comida favorita, espaguete ao molho de tomate e gengibre, observando Mark se aproximar e se sentar a mesa.

Início a conversa afirmando de maneira expansiva e exausta:

  —"Seja lá o que seja isso que você esteja tentando fazer, você precisa assinar os papéis Mark, estamos separados a seis meses!"

Mark me encara, coçando o queixo como de costume, falando com a voz de culpa e amargo:  —"Eu sei que sou culpado, minha traição não merece ser perdoada, mas Miranda, você é a mulher que eu amo e única mulher que eu me vejo casado!"

Afasto o prato de comida, soltando uma respiração longa, balançando a cabeça como uma negação e afirmando em tom de voz nada amigável: —"Não importa mas como você se sente ou que você quer, isso que existiu entre nós, acabou! Você deveria ter pensado melhor em seu deitar com a sua colega de trabalho. Podemos resolver isso na paz, é só assinar e seguir em frente... Ou vou recorrer ao melhor advogado desta cidade, e resolver isso da pior forma, tirando tudo de você!"

Mark retira uma caneta do bolso da sua camisa, pegando os papéis com raiva, encarando com hostilidade e assinando rapidamente. Ao fechar os envelopes dos papéis, falando com a voz falha e lágrimas escorrendo pelo rosto: —"Foram dez anos Miranda, se é isso que você quer, eu farei. Não tenho nenhum direito de te prender a mim. Você está livre!"

Observando ele se levantar da mesa, indo embora desnorteado, eu podia sentir meu coração se rasgar naquele instante. Era difícil dizer adeus a história que tínhamos, mas a forma como Mark me traiu por um momento de carência. Isso fez com que anulasse os dez anos que estivemos juntos. Eu não o conhecia de verdade, e no meu pior momento, ele me deu o seu pior lado.








𝐕𝐈𝐂𝐈𝐎 𝐄𝐒𝐏𝐀𝐍𝐇𝐎𝐋 Onde histórias criam vida. Descubra agora