JADE 💚
Estava na casa da tia Vanda aguardando o bonito chegar, L7 estava num cantinho da sala de cabeça baixa enquanto mexia no celular, quando me dei conta que estava olhando pra ele o mesmo ergue a cabeça e seu olhar vem em minha direção me fazendo ficar vermelha por ter sido pega no flagra.
Ele passa a língua entre os lábios deixando os mesmos bem umedecidos e chamativos.
Respiro fundo desviando meu olhar para a Juliana que estava prendendo o riso.
— Que? - pergunto num tom inocente e ela me mostra o dedo me fazendo rir -
— Mete a língua na boca dele logo, eu sei que tu quer - ela sussurra pra mim e eu arregalo os olhos dando uma gargalhando em seguida-
— Doida, maluca, desequilibrada - digo a fazendo rir -
Ouço a porta abrir e o Filipe adentrar a casa da tia Vanda, ele estava andando devagar e com a mão sobre o abdômen.
— O que houve meu filho? - a tia já olha pra ele preocupada -
— Tomei um tiro de raspão - ele responde se sentando no sofá ao lado da Juliana - Oi filha - ele diz baixinho enquanto pegava a Jade do colo da minha amiga - Que saudades amor - ele o ajeita em seu colo para não pegar no seu ferimento -
— COMO ASSIM UM TIRO E VOCÊS NÃO ME FALAM NADA? - ela coloca a mão na cintura intercalando o olhar entre a gente -
— Eu achei melhor não preocupar a senhora mãe, foi de raspão e a Jade já me medicou e limpou - ela suspira mais aliviada, amo a confiança dela no meu trabalho -
— Seu filho da puta quando for assim me avisa...- Ela põe a mão na boca por causa da Júlia o que faz a gente rir - perdão
— Jade trabalha amanha? - Tia pergunta e eu nego - Quer dormir aqui hoje não?
— Hoje vou pra casa tia, mas irei marcar um dia de vir aqui ficar com você. Hoje faltei por causa da Júlia, mas vou tentar ir ao hospital amanhã
— Ta bom minha filha. Se quiser deixar a Maria aqui comigo amanhã pra você ir, fique a vontade
— Ta bom tia, qualquer coisa venho deixar ela aqui com você, vamos vê como ela vai acordar amanhã - ela assenti -
Olho pra Júlia no colo do Filipe, ela chupava sua chupeta e segurava sua naninha, ele faz um carinho sobre a bochecha dela.
— Com licença - nego com a cabeça ao ouvir a voz da Agatha e suspiro- Caramba Ret pq não me avisou? - ela caminha até ele o olhar dele vem direto a mim que mantenho o minha atenção sobre eles -
— Não foi nada demais - Ele diz baixo -
— Agora entra quem quer aqui assim? - tia Vanda resmungou e Agatha a encara -
— Perdão, estava preocupada com o Ret - Ela da de ombros e vem até a mim revirando os olhos o que me faz rir -
Ouço o chorinho da minha filha e essa é a deixa pra eu ir embora. Me levanto indo até o Filipe e me inclino pegando ela contra gosto dele.
