Capitulo 47

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JADE 💚

Estava na casa da tia Vanda aguardando o bonito chegar, L7 estava num cantinho da sala de cabeça baixa enquanto mexia no celular, quando me dei conta que estava olhando pra ele o mesmo ergue a cabeça e seu olhar vem em minha direção me fazendo ficar vermelha por ter sido pega no flagra.

Ele passa a língua entre os lábios deixando os mesmos bem umedecidos e chamativos.

Respiro fundo desviando meu olhar para a Juliana que estava prendendo o riso.

— Que? - pergunto num tom inocente e ela me mostra o dedo me fazendo rir -

— Mete a língua na boca dele logo, eu sei que tu quer - ela sussurra pra mim e eu arregalo os olhos dando uma gargalhando em seguida-

— Doida, maluca, desequilibrada - digo a fazendo rir -

Ouço a porta abrir e o Filipe adentrar a casa da tia Vanda, ele estava andando devagar e com a mão sobre o abdômen.

— O que houve meu filho? - a tia já olha pra ele preocupada -

— Tomei um tiro de raspão - ele responde se sentando no sofá ao lado da Juliana - Oi filha - ele diz baixinho enquanto pegava a Jade do colo da minha amiga - Que saudades amor - ele o ajeita em seu colo para não pegar no seu ferimento -

— COMO ASSIM UM TIRO E VOCÊS NÃO ME FALAM NADA? - ela coloca a mão na cintura intercalando o olhar entre a gente -

— Eu achei melhor não preocupar a senhora mãe, foi de raspão e a Jade já me medicou e limpou - ela suspira mais aliviada, amo a confiança dela no meu trabalho -

— Seu filho da puta quando for assim me avisa...- Ela põe a mão na boca por causa da Júlia o que faz a gente rir - perdão

— Jade trabalha amanha? - Tia pergunta e eu nego - Quer dormir aqui hoje não?

— Hoje vou pra casa tia, mas irei marcar um dia de vir aqui ficar com você. Hoje faltei por causa da Júlia, mas vou tentar ir ao hospital  amanhã

— Ta bom minha filha. Se quiser deixar a Maria aqui comigo amanhã pra você ir, fique a vontade

— Ta bom tia, qualquer coisa venho deixar ela aqui com você, vamos vê como ela vai acordar amanhã - ela assenti -

Olho pra Júlia no colo do Filipe, ela chupava sua chupeta e segurava sua naninha, ele faz um carinho sobre a bochecha dela.

Com licença - nego com a cabeça ao ouvir a voz da Agatha e suspiro- Caramba Ret pq não me avisou? - ela caminha até ele o olhar dele vem direto a mim que mantenho o minha atenção  sobre eles -

— Não foi nada demais - Ele diz baixo -

— Agora entra quem quer aqui assim? - tia Vanda resmungou e Agatha a encara -

— Perdão, estava preocupada com o Ret - Ela da de ombros e vem até a mim revirando os olhos o que me faz rir -

Ouço o chorinho da minha filha e essa é a deixa pra eu ir embora. Me levanto indo até o Filipe e me inclino pegando ela contra gosto dele.

No chapadãoOnde histórias criam vida. Descubra agora