2050

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"Não é só o passado que influencia o futuro. O futuro também influencia o passado."

(Dark)

***


Raccoon City

 2050

Horas depois Ada acorda e percebe que está deitada numa cama de casal, ao seu lado há Wesker dormindo tranquilamente. Ela se assusta e sai da cama, consequentemente, acordando o seu marido.

— O que foi querida? — Ele sai atrás dela observando-a agindo tão estranhamente, vagando pela casa como se tivesse tentando reconhecer aquele lugar.

 Ali é supostamente a Sua Casa, onde morava com o Seu Marido. Na sala há vários porta-retratos que vão contando momentos de sua vida, uma vida que não pertencia a ela. Mesmo assim estavam ali. Ao menos havia uma fotografia que comprovava que o seu grupo de amigos, permaneceu o mesmo: Spencer, Rebecca, William e até Annie estava ali ao seu lado. E,  mais uma vez, aquele momento lhe causa outro Déjà Vu.

— Me lembro dessa foto como se fosse ontem. — Seu marido se aproxima dela, jogando um  roupão por cima dos seus ombros a fim de aquecê-la, já que a mulher fugiu do quarto apenas com uma camisola fina. — Foi a última vez que todos nós estivemos juntos e felizes. E otimistas de que nós iríamos mudar o mundo. — Enquanto Wesker vai lhe contando aquelas coisas, Ada muda o seu foco para uma foto de uma menina que se parecia muito com ela quando era criança.

— Nossa pequena Alice, foi a última foto que tiramos dela... uma semana antes de... — A voz dele está embargada.

 Ada  decide tocar no ombro dele e, nesse instante tem vários vislumbres da sua filha: desde o momento de sua gravidez, depois o dia do nascimento da criança e passando por todos os pequenos momentos da infância, até chegar na fatídica noite da morte dela. 


Em suas visões Ada se viu segurando em seus braços o corpo ensanguentado da própria filha, enquanto um Leon transtornado está parado na sua frente.

— Minha filha?! — Ada cambaleia para trás chocada demais com aquelas visões. — Acho que preciso de um pouco de água. Não estou me sentindo bem.

— Tudo bem. T-103, traga-me um copo de água e analgésicos! — Wesker chama por alguém que imediatamente aparece sob a forma de um robô do tamanho de uma criança de uns 10 anos e de aparência quase humanoide.

— Você me parece um pouco familiar. — Ada murmura meio atônita, ao se lembrar de um protótipo que havia construída na Califórnia com outro nome (T-002) e era bem diferente, sem qualquer semelhança humana.

Efeito BorboletaOnde histórias criam vida. Descubra agora