A Morte Não Pode Esperar

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Esse capítulo começa, exatamente, onde o capítulo anterior parou.

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Capítulo 10

A Morte Não Pode Esperar

"Não tenho medo da morte, eu sou um Físico idoso. Tenho medo do tempo."

(Interestelar)
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Jack's Bar

- Olha, ele tá aqui! - Birkin ergue a mão na direção da porta do bar onde três pessoas haviam acabado de entrar. - Ada se vira para ver o que tinha chamado tanto a atenção de Will. - Ele é o filho da Annie.

Uma das três pessoas, que havia acabado de entrar no Jack's Bar era nada mais e nada menos que Leon Scott Kennedy. Seus olhos azuis, imediatamente, se cruzam com os pequenos olhos castanhos mel de Ada.

Ada imediatamente tenta desviar os olhos e fingir que não o viu e nem o reconheceu. Ela fixa o seu olhar em Rebecca que ergue uma de suas mãos na direção dos recém-chegados no intuito de cumprimentá-los. Tecnicamente, a única que a cumprimenta de volta é Sheva Alomar que era uma conhecida de muito tempo. De qualquer forma, o ato faz a Professora Wong ficar ainda mais apreensiva, porque se ela queria sair sem ser percebida, isso não dá muito certo.

Os três policiais se sentaram numa mesa que ficava na parte mais reservada do bar, o cantinho já era exclusivo para Burton e sua equipe. Por coincidência, dali onde eles se sentaram Leon podia ter uma visão privilegiada da Professora de Física, mesmo ela estando sentada à algumas mesas de distância.

Minutos depois os cientistas (incentivados por Wong), decidem que estava na hora de irem para casa, pois já haviam bebido demais, principalmente, Will que estava bastante embriagado e precisou da ajuda de Wesker e Ada para praticamente carrega-lo para fora. Obviamente, eles não conseguiram sair sem chamar atenção.

Birkin mesmo ao notar os policiais ali, decidiu tentar falar com eles. Ele os agradeceu por ajudá-lo a encontrar a filha, mesmo que as palavras saíram todas embaralhadas, fazendo Burton sorrir e tentar, rapidamente, dialogar com o homem bêbado.

- Eu espero que nenhum de vocês vá dirigir hoje, certo? - O capitão não poderia deixar de dar um sermão, afinal, esse era o trabalho dele. - Não quero ter que prende-los por cometer alguma inflação, ou...algo pior.

- Ah, senhor, fica tranquilo. - Respondeu Wesker, sobriamente. - Nós iremos pegar um Táxi e chegar em casa em segurança. - Nesse instante, Leon ergue os olhos para o homem loiro alto que estava falando com o seu capitão. Imediatamente, ele sente um sentimento estranho e confuso sobre aquele indivíduo que, coincidentemente, desvia os olhos para ele.

- Nós já nos conhecemos antes? - Seu instinto sempre desconfiado e observador é o que o instigou a confrontar aquele cientista.

- Ah, eu acho que não. - Os dois homens se encaram, demoradamente. Há uma tensão pesada pairando sobre os dois que é tão palpável que faz Ada se sentir afetada por ambos de uma forma inexplicável. Mas, não era um sentimento bom, era algo que causou-lhe uma inquietude em sua mente e em seu coração.

- Você tem certeza?! - Leon pressiona mais, dessa vez, parecendo irritado com o cientista.

- Eu com certeza nunca te vi. Talvez, você me confundiu com outra pessoa. - Wesker rebateu com ar arrogante que fez Leon travar a mandíbula de raiva. Definitivamente, ele não gostou daquele cara.

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