Busca Implacável

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"Aquilo que não me mata só me fortalece."

(Friedrich Nietzsche)

***


Apartamento de Ada Wong

— Parado aí! — Ele grita fazendo o intruso paralisar, imediatamente. Nesse instante a luz volta, ao mesmo tempo em que Leon se vê apontando a arma na direção de Fong Ling que está com as mãos erguidas para cima e com os olhos arregalados de susto.

— Por favor, não... não atira! — Leon demora um instante, antes de abaixar a arma.

— Ai droga, Fong! — Resmunga Ada saindo detrás de Leon com uma expressão carrancuda. — Você nos assustou.

— Vocês também... — Fong murmura com a voz fraca.

— Silêncio! — Leon manda ambas se calarem, assumindo uma postura tensa. — Você estava sozinha aqui?

— Sim. Eu... cheguei agora e tentei acender a luz, mas... — Leon faz sinal para que ambas se silenciem de novo enquanto caminha com cautela ainda com a arma em punho até chegar numa das janelas da sala que estava, completamente, aberta. Lá fora havia um vento que estava abanando as cortinas.

— Essa janela era para estar fechada como as outras. — Ada diz um pouco desconfiada da forma como o policial continuava agindo.

— Você tem certeza que fechou ela? — Leon questiona se aproximando da janela e olhando a movimentação lá de fora. Da janela se podia ver a parte lateral do Jack's Bar, do quintal e parte da rua da frente. Se alguém quisesse fugir pela janela, seria fácil e simples, pois havia pelo menos duas rotas de fuga por ali.

— Sim. Como tá frio não fazia sentido deixá-la aberta. Mas qual é o problema?

— Vocês devem melhorar a sua segurança, trancando bem as portas e janelas. E... — Ele fecha a janela e a tranca, depois se vira para encarar Fong Ling. — E evitar de chegar tão tarde em casa. Há um assassino a solta na cidade, senhorita. — Seu tom não é nada gentil.

— Ce... certo... Eu vou me lembrar disso... na próxima vez.

— Ótimo. — Ele desvia o olhar para Ada que ainda estava confusa e apreensiva. — Eu acho que já tá na minha hora. Eu já vou indo. — Ele se despede, desajeitadamente, delas e segue para porta pronto para ir embora.

— Ei, espera! — Ada o segue até a porta se sentindo um pouco insegura. — Então, se cuida... e... bem... a gente continua... aquela nossa conversa outra hora. — Os dois trocam mais um olhar intenso que faz Fong Ling dar um sorrisinho malicioso, percebendo o clima entre o casal.

— Certo. E vocês duas se cuidem. Se caso precisarem de ajuda... Bem, vocês tem o meu número... Liga que eu veio até você.

— Tá. Pode deixar, capitão! — Fong bate continência como se fosse um soldado. A brincadeira faz sua irmã revirar os olhos.

— Tenha um boa noite, detetive Kennedy! — Assim que o homem vai embora e a porta se fecha, Ada se vira para encontrar a sua irmã formando um coração com as duas mãos.

— LIGA QUE EU VEIO ATÉ VOCÊ. — Fong força uma voz grossa imitando Leon, só para provocar a sua irmã.




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