Capítulo 8

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- Katte!- falou meu pai chorando.

- Oi, pai.- respondi.

- Não sei como vou te dar essa notícia.

- Fala pai! Você sabe que odeio enhenhe! Fala!- falei.

- É..., filha eu quero te contar uma história.- falou meu pai.

- Tá, mas tem que ser logo, você sabe que eu gosto que fale na hora.

- Era uma vez, uma mulher que tinha uma doença, mas não sabia que tinha. Essa mulher sofreu um dia, uma emoção muito forte e essa doença atacou muito, a ponto de ter que passar por uma cirurgia ás pressas. Só que...- ele começou a chorar.- Ela... não resistiu e mo...- continuou a chorar.- ...morreu.

Quando ele terminou, eu estava chorando.

- Minha mãe morreu, pai?- perguntei chorando.

- Filha, aconteça o que for, mas Deus vai sempre estar conosco. E eu vou estar ao lado de vocês, não vou deixar que nada aconteça com vocês duas, o pai ama vocês, sua mãe se foi, mas acredito que ela ficaria bem feliz se nós nos consolá-semos.- falou meu pai.

Acredito que sim, mas eu perdi meu irmão, agora perdi minha mãe... Jesus me socorre!!

Estava chorando muito!

- Filha, estava esperando você chegar para irmos ao hospital. Só temos que acordar Rebeca.- falou meu pai.

Meu pai desde quando minha vó (mãe dele) morreu, ele se mostrou forte. Ele tenta se mostrar forte, tenta passar confiança pra nós.
E por falar em vó, minha vó, a Maria, mãe da minha mãe, está viajando e a gente achou melhor não contar nada pra ela, pois ela tem muitos problemas de pressão e se soubesse, teria um enfarto ou coisa parecida. Aí, tome mais tragédia!
Continuando o assunto do meu pai, ele quer se fazer de forte, mas a gente vê nos olhos dele que está sofrendo mais do que nós.

Meu pai acordou Rebeca e fomos direto ao hospital.
No caminho, eu vi aquela moça da livraria entrando num restaurante. Ela parecia estar bem abalada.

Quando chegamos no hospital, meu pai agiu as coisas e depois fomos marcar o sepultamento.
Voltamos pra casa, todos estavam abalados. Comemos e fomos dormir.

》Amanhã será um novo dia.《

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