Capítulo 11

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POV Camila

Os preparativos para a mudança estavam me deixando louca, e Dinah ainda cantando Macarena ao contrário não estava colaborando.

- Meu Pai! Você passou uma hora e meia cantando a mesma música – ri alto

Ela me ajudava a fechar mais uma caixa. Assim que conseguimos fechar, nos deitamos na cama.

- Você vai viver comigo agora – Ela riu alto – Vai ter que me agüentar – Ela me olhou e riu

- Nem me fale. Será que vamos dar conta? E Drew resolveu mesmo deixar o Rio de lado, engraçado como ele largou tudo para ficar com quem ama - Sorri

- Em falar nisso... O que acontece entre você e Lauren? – Dinah me fitou

Me sentei na cama, aquilo ainda era meio novo pra mim.

- Não sei. Eu gosto dela e ela gosta de mim – Sorri

- Sei. Mas vocês estão namorando?- Ela me olhou, agora se sentando na cama também.

- Na verdade, nem eu sei – Ri pela minha confusão

- Vamos fazer uns testes – Ela riu e pegou uma caneta e um papel.

Lá vem Dinah Jane com suas teorias.

- Ok - Me empolguei e me endireitei na cama.

- Pergunta número um, valendo vinte pontos – Ela riu – Se você lesse uma mensagem no celular da Lolo, de uma mulher dizendo que a noite foi boa. Você – Ela respirou e me olhou – Você ignora? Você joga Lauren e o celular pela janela ou você puxa Lauren para conversar? – Ela me olhou e eu ri alto

- Claro que conversaria com ela - Fiquei em silêncio e Dinah continuava a me olhar – Ok... Eu a jogaria do décimo andar, mas depois conversaria com ela – Me rendi e Dinah rolou no chão de rir.

- É... Você gosta da dona dos olhos mais lindos que já vi na vida – Dinah disse e me encarou segurando uma risada.

- Concordo que os olhos da minha namo... - Olhei confusa para ela

- Você quer namorá-la, mas tem medo – Ela sorriu – Você gosta muito dela, sempre gostou... Porque não arrisca? – Ela me olhou

- Como vou pra cama com uma mulher? – Fiquei vermelha

- Você nunca viu nada parecido? Filme? – Neguei – Foto? – Ela perguntou e eu neguei novamente.

- O ponto não é o sexo em si, Camz. Tenho certeza que você vai saber conduzir a situação quando for a hora. – Ela me olhou

Terminamos de arrumar as caixas do meu quarto e minha mãe nos fazia companhia vez ou outra. Percebia o olhar hora orgulhoso, hora com medo de minha mãe.

- Mãe, vou na casa da DJ, ajudá-la com algumas caixas – Gritei já da porta

- Tudo bem, não volte tarde – Ela gritou da cozinha

Corremos para o carro e a chuva começou a cair.

- Droga, deixei minha janela aberta – Disse e sai do carro

Fui até meu quarto correndo e fechei as janelas e as cortinas. Quando eu estava na porta da sala meu coração apertou e fui dar um abraço em minha mãe.

Olhei ela cortar alguns legumes numa tabua de madeira, e o cheiro da sopa sendo preparada por ela. Quase fiquei. Adorava sua comida, e a sopa era essencial em dias de chuva e frio.

- Mãe? – Chamei

Ela se virou e sorriu.

- Sim, minha filha – Ela secou suas mãos em um pano surrado que tinha em cima da mesa.

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