(2) dia do coma

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    Acordamos cedo, cedo de mais até. Ainda eram 05:00 da manhã e a aula só começa as 08:00. Por coincidência eu e Dane acordamos instantaneamente juntos. Ele olhou pra mim assustado e na mesma hora falou.
- Cara o que é isso em seu braço? - Perguntou Dane todo pálido e Suado.
- Isso o que? - Perguntei olhando para onde ele estava apontando.
- Seu braço... - Quando ele estendeu o braço dele apontando para o meu, Eu também vi algo estanho no dele.
- DANE seu braço da sangrando!
- Cara o seu também.
Fomos rapidamente para o banheiro lavar e estancar o corte, que por sinal estavam sangrando muito.
      Quando conseguimos estancar, vimos nitidamente um símbolo quase como se tivesse sido feito com uma faca.
O símbolo tinha o formato de um círculo, nesse círculo tinha mais três círculos dentro, e cada um dos círculos pequenos eram ligados por um traço seguindo até o Centro do círculo maior. Uma coisa bem estranha era que a do Dane era diferente, tinha formato de uma espada, com um tribal na lâmina tomando metade do antebraço.
- MAS QUE POHA É ESSA?! - falou Dane logo depois de ver seu antebraço marcado - quem foi que fez isso?
- Não faço a mínima ideia. O estranho é que apesar de ter sangrado, não estar doendo nada.
- Verdade, o meu também não estar doendo - Disse ele cutucando a marca ferozmente.
- Para De cutucar cara, isso é nojento.
     Vestimos camisas de manga longa para os pais dele não notarem as marcas e começarem a pensa que é coisa de gangues ou sei lá o que. Saímos bem adiantado para ir a escola, ainda faltava uma hora e meio para o primeiro sinal tocar. Fomos de carro, o pai do Dane deixou ele pegar o Civic dele( Dane também dirigiu desde sempre).
- Parou de sangrar? - Perguntei olhando para minha marca - a minha parou totalmente.
- A minha também.
     Paramos em uma lanchonete próximo a escola, e foi aí que fiquei sabendo. Eu não fui o único a ter um pesadelo estranhamente estranho, Dane sonhou quase a mesmo coisa que eu.
- Isso não é possível - Falou Dane sentando em uma das mesas. Ele estava meio trêmulo - e muita coincidência James.
- Cara você jura que isso não é brincadeira sua? - eu também estava trêmulo, parecia que tinha bebido um balde de café.
   Ficamos na lanchonete por uns 50 minutos, até me convencer de que não era brincadeira e que ele realmente estava confuso como eu sobre tudo aquilo. Ainda faltava um tempinho para o sinal soar, então ficamos ziguezagueando por ai, sem rumo. Estávamos juntando as informações e fatos para tentar tirar alguma conclusão daquilo tudo.
- Cara eu vejo muito filme de terror, e é o que isso parece. Cara, nos negros sempre morremos primeiro nesses filmes, e eu não quero morrer primeiro que você.
- Nossa obrigado pelas palavras tocante, e para de paranoia.
      Chegamos a conclusão que não tínhamos nenhuma conclusão, e que ou tudo aquilo era um sonho meu, ou dele. Eu era tão tranquilo que não dava a mínima importância a praticamente nada, mas isso já estava me dando coceira atrás da orelha.
Então foi que aconteceu. Dane parou em um cruzamento e quando o sinal estava preste a ficar vermelho, foi que eu vi em uma vidraça daquelas lojas de perfume bem a minha frente. Eu vi o mesmo cara do posto e da lanchonete. Antes que eu pudesse falar pro Dane, ele me puxou bruscamente com uma mão no meu ombro, e a outra no volante.
- MERDA... James eu vi o cara de palito amarelo bem na nossa frente.
- Eu vi também, e ele estava de vermelho. O que vamos fazer? Quanto tempo essas alucinações vão durar? E por que estão aparecendo para nos dois simultaneamente? - Eu realmente estava confuso, não com medo, mas confuso com toda certeza.
- Vamos para a escola logo cara, e tenta evitar isso - falou ele pisando fundo no acelerador.
- Vai com calma Dane, você estar nervoso - ele estava tremendo - diminui a velocidade, ainda falta algum tempo para começa a aula.
E derrepente ele passa em um cruzamento com o sinal vermelho, e BANG...
    Não me lembro de muita coisa. Lembro de um carro 4x4 dando em cheio na lateral do Civic do Dane, lembro dele capotar, lembro de me colocarem em uma maca, lembro de ver o Dane na mesma situação que eu, e só, depois disso ficou tudo Preto, e um silêncio perturbador.

Rua outro mundo - #Wattys2016Onde histórias criam vida. Descubra agora