Chapter 11

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Já era sexta-feira a tarde, eu estava revisando alguns relatórios e esperando que o expediente acabasse para que eu pudesse ir para casa descansar. Não tinha visto Zayn durante todo o dia, eram raras as vezes que chegávamos no mesmo horário, e no almoço fiquei com Margo portanto não o vi, apesar de querer muito. Ele andava cheio de afazeres então preferia não abusar e deixa-lo concentrado no trabalho, tínhamos todo um final de semana para ficarmos juntos então não precisava me desesperar e ir atrás dele.

Era cerca de 3pm e eu continuava no trabalho, mas fui interrompida por algumas batidas na porta, me ajeitei e dei uma rápida organizada na mesa.

- Pode entrar – falei alto e a porta se abriu, sorri vendo que era Zayn e ele fez o mesmo fechando a porta, caminhou até mim e se curvou sobre a mesa beijando meus lábios com rapidez.

- Senti sua falta – ele disse e se sentou em uma das cadeiras à minha frente, empilhei algumas folhas deixando meu campo de visão aberto para ele.

- É bom mudar de companhia as vezes – disse e ele franziu o cenho.

- Espero que não esteja pensando em me substituir – falou e neguei.

- De jeito nenhum – afirmei e ele riu – O que te trás aqui, não esperava mais te ver hoje.

- Bem, vim te fazer um convite – ele anunciou e me remexi na cadeira animada, me aproximando mais da mesa.

- Pode falar.

- É que, bem, minha mãe vai dar a festa anual da empresa essa noite, todo ano tem e todo mundo que trabalha aqui, e outras pessoas importantes vão, então vim te convidar se você não quer ir, na verdade, comigo – Zayn disse e eu comprimi o olhar em sua direção.

- Se a festa é hoje a noite, porque só está me convidando agora? – questionei estranhando.

- Eu não sabia se eu iria, talvez se eu não fosse podia passar a noite no seu apartamento – respondeu aparentemente sem jeito.

- Mas a festa não é da empresa da sua família? Como você pode pensar em faltar?

- Eu não quero estar em um lugar onde as pessoas vão ficar repetindo as mesmas condolências falsas de quando meu pai morreu, quando eu era mais novo não me importava com pessoas poderosas e nojentas, agora eu quem tenho nojo disso tudo – ele explicou e assenti. Era verdade, nos meses que já trabalhava ali pude perceber e conhecer pessoas que só de olhar você sentia vontade de sair correndo para não vomitar.

- Entendo. Você está fazendo o convite de sala em sala ou? – ele riu e negou.

- Claro que não, é que você não está sendo convidada como funcionária.

- Ah não?

- Você está sendo convidada como minha namorada, para que eu possa finalmente te apresentar para minha família – ele falou e meu queixo caiu, depois de apresenta-lo aos meus pais pensei que essa fase tinha passado, mas ainda tinha a família dele.

- Conhecer sua mãe? – perguntei e ele concordou.

- E minhas irmãs – completou e tentei camuflar a bolha de desespero que se formou – Fica tranquila, já falei bastante de você para elas, só que elas não acreditam que eu realmente tenho uma namorada.

- Você é tão rebelde assim? Que vergonha – brinquei e ele mostrou a língua.

- Vai ser lá em casa, quer que eu te pegue ou mande alguém te buscar?

- Não precisa, me manda uma mensagem com o endereço que eu dou um jeito – falei e ele concordou com um movimento com a cabeça. Ficamos um pouco em silencio, e eu me lembrei de algo – Amor...

The Love Enterprise [Zerrie]Onde histórias criam vida. Descubra agora