Zayn
Tinha chegado as vésperas do casamento do meu primo, estava de folga da empresa por uma semana e Perrie o mesmo, sabia que ela estava nervosa em conhecer minha família porém eu também sabia que eles iriam adora-la, nunca tinha levado alguma garota para que minha família conhecesse e isso os deixaria bem contentes, além de termos um bebê a caminho.
Toda essa 'história' de gravidez ficava melhor a cada dia, no começo nós estávamos preocupado e receosos, mas no fim tudo terminaria da melhor maneira possível, seria incrível se tivesse um garoto, sempre quis ter um mini companheiro, mas caso fosse uma garotinha ia amar da mesma forma.
Estávamos nos preparando para pegar estrada, faltava poucas coisas para colocarmos na mala, e para ser sincero acabava deixando que Perrie cuidasse da maior parte das coisas.
- Deveríamos ter aceitado ir de jatinho com a sua mãe – ela disse e eu suspirei a observando enquanto, sentada na cama, colocava as últimas peças de roupa na mala.
- Você não ia querer viajar com a minha mãe e minhas irmãs, eu garanto – falei e ela riu fraco.
- Pelo menos chegaríamos lá mais rapidamente e não teria que fazer tanto esforço para que as roupas caibam em poucas malas – ela continuou e me sentei na cama abraçando-a por trás.
- O carro é espaçoso, pode levar quantas malas quiser, tudo bem? – beijei seu ombro e ela assentiu com um sorriso.
Quando tudo ficou pronto nós almoçamos, sabia que a viagem seria desconfortável para a Perrie, então tentei deixar as coisas da melhor forma possível para ela.
Depois de colocar todas as coisas no carro nós iniciamos a viagem, a saída de Londres foi o que mais nos fez gastar tempo, mas nas rodovias o transito estava tranquilo, o rádio ligado e as conversas nos deixavam cada vez mais a vontade e melhorava a situação chata que era fazer uma viagem longa.
- Por que está com a mão na barriga? Sente alguma coisa? – perguntei à Perrie observando seu jeito.
- Não sei, nem tinha percebido na verdade – ela sorriu e acariciou um pouco a região, parecia um pouco mais desconfortável que o normal.
- Se você quiser parar no acostamento é só falar – falei olhando a estrada com atenção.
- É coisa de mãe, não é nada que deva se preocupar – sorri com o que ela disse e a olhei abrindo ainda mais o sorriso, a fazendo rir e voltar a prestar atenção no caminho.
Mais alguns trechos à frente o movimento de carros começou a ficar mais intenso, vários carros na pista contrária vinham com maior velocidade e muitos pareciam ter ultrapassado algum outro, já que praticamente invadiam a pista contrária. A velocidade naquela parte era maior então acelerei conforme o pedido, senti a mão gélida de Perrie na minha perna e sorri, ouvi um suspiro pesado da mesma e a olhei por um segundo.
- Toma cuidado Zayn – ela disse preocupada e eu assenti, ainda prestando atenção na curva que viria à frente.
Seguido daquele momento eu praticamente não me lembrava de mais nada. Apenas um grito, um impacto muito forte e de repente tudo se tornou um grande nada.
...
Despertei ouvindo os bips que eu já conhecia da época que eu vivia me metendo em encrencas a parando em salas como aquelas. Não me movi já que mesmo sem o fazer sentia uma forte dor correr por meu corpo, mas nada impossível de lidar. Quando meus olhos se acostumaram com a luz tive a certeza de que estava em um quarto de hospital, havia curativos no meu peito e braço direito, enquanto o esquerdo estava envolto pelo que parecia gesso, minha testa estava envolta por uma faixa que apertava um pouco, por isso a percebi ali.
Depois de certo tempo em que fiquei conhecendo o lugar onde estava o que parecia uma enfermeira e um médico entraram no quarto, o homem veio até mim e deu um sorriso fraco, avaliando um dos aparelhos a minha volta.
- Tudo certo, como se sente? Consegue falar sem sentir dor? – ele perguntou e eu suspirei, meu maior problema era a secura dos meus lábios que tornava tudo mais difícil.
- Acho que sim – disse naturalmente.
- Muito bem, se lembra do que aconteceu? – outra pergunta e eu assenti.
- Estava viajando de carro com minha namorada e aparentemente sofremos um acidente – foi tudo o que disse, bebi um pouco da água que a enfermeira me conseguiu e as coisas melhoram um pouco.
- Sente alguma dor?
- No corpo todo – respondi com sinceridade e ele riu fraco.
- Depois de te examinar vou deixar te medicar, provavelmente volte a dormir, mas vai melhorar a sensação de estar quebrado, até porque, quebrado aqui é apenas seu braço, você deu sorte – disse e eu dei um sorriso torto, queria perguntar sobre a Perrie, mas quando percebi já estava cercado de mãos e utensílios do médico.
Segundo o doutor um carro entrou na contramão para ultrapassar um caminhão que tinha tombado na curva e bateu no que estávamos e assim o acidente aconteceu, quando ele saiu perguntei a enfermeira se ela sabia sobre a Perrie e tudo o que disse era que ela estava em cirurgia, antes que pudesse perguntar mais alguma coisa, apaguei outra vez.
Quando acordei aparentemente já era tarde, não sabia o tempo certo que fiquei apagado, porém meu corpo já não doída mais, não tanto quanto antes. Consegui me sentar um pouco e senti uma cãibra na minha perna, mas tirando isso estava muito bem comparando a como estava antes.
Percebi minha mãe no quarto, ela sorriu ao me ver e eu tentei fazer o mesmo, já que pela sua expressão sabia que algo tinha acontecido e eu estava com medo de saber o que era. Ela se levantou e caminhou até a beirada da cama, onde se sentou e pegou minha mão livre acariciando-a.
- Como está? – ela perguntou me avaliando.
- Bem, e dessa vez digo isso de verdade – falei e a mesma me deu um outro sorriso torto.
- Fiquei tão preocupada quando a Debbie me ligou, tinha chegado a Bradford havia pouco tempo e voltei na mesma hora, fico aliviada por saber como está – disse e eu assenti.
- E as meninas, onde estão? – perguntei sentindo falta das minhas irmãs.
- As deixei lá, mataria alguma delas se viesse, sabe como elas surtam por qualquer coisas desde... você sabe – ela respondeu se referindo ao meu pai.
- Sei sim. E a Perrie, como ela está? – indaguei e a expressão do seu rosto vacilou.
- Ela está bem agora, querido. O pai dela está cuidando de sua saúde e está tudo bem – ela acariciava minha mão mais vezes, e aquilo estava me deixando nervoso.
- Por que me parece que está mentindo? – rebati.
- Só mantenha a calma, tudo bem? Vou ser direta e espero que entenda – começou e eu assenti me ajeitando na cama, parecia até mesmo o dia em que ela me deu a notícia que meu pai havia falecido – Perrie está sim bem e o pai dela está cuidando dela da melhor forma possível, porém com o impacto da batida ela teve uma hemorragia e teve que ser operada com urgência.
- Operada de que? – perguntei em tom alto de preocupação.
- Como ela estava perdendo muito sangue e a batida foi muito forte o bebê não sobreviveu, tiveram que tirá-lo com urgência antes que agravasse, se não fizessem isso, daqui alguns dias ou semanas ela teria um aborto de qualquer maneira, e poderia ser pior, sinto muito meu amor – foi como se eu tivesse levado um soco, um tiro e uma facada, não conseguia encontrar uma explicação para o que eu sentia e eu queria chorar ou gritar ou simplesmente abraçar minha garota, eu precisava tanto dela e sabia que ela precisava ainda mais de mim.
Conversei com minha mãe por mais algum tempo e fui examinado outra vez, não precisaria ficar tanto tempo ali mas me deixariam de observação para o caso de eu dar algum tipo de reação tardia.
Não dormi durante a noite, pensando em como enfrentaria tudo aquilo.
Como eu já tinha dito: NÃO ME MATEM POR FAVOR!!!
Recado dado
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The Love Enterprise [Zerrie]
Fiksi Penggemar"- Tem uma outra coisa que queria explorar além da sua pasta - Zayn quebrou o silêncio e se aproximou, colocando a pasta sobre a mesa e mantendo a mão apoiada no lugar ao lado do meu corpo, com bastante contato. - E isso é desde o dia que te vi na m...
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