ALOOOOOOOO! 4K de palavras SÓ PARA VOCÊS.
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Boa leitura!
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12/09/2014
Ainda era cedo e Louis estava apenas andando pelas ruas exibindo uma grande sacola onde se encontrava seu "terno". Entre aspas porque era mais uma fantasia do que um terno realmente, mas como o menino estava indo a um baile para formandos, ele resolveu considerar a roupa daquela forma.
Quando Harry deu-lhe os pequenos avisos sobre fantasia anos 60, talvez, só talvez mesmo, o maior tenha ficado um pouquinho animado demais para passar a pesquisar cada loja de fantasia e roupas categorizadas que existia por ali, apenas para se sair bem e impressionar seu garoto. Não que ele tivesse que fazer muito. Na verdade, era só ele existir e respirar, já estava de bom tamanho.
Mas aquelas calças apertadas, a camiseta branca simples e a jaqueta de couro caíram tão bem em si que, não querendo se gabar — já se gabando —, não tinha como Harry cair por ele naquela noite. Da mesma forma que Louis fazia pelo menino todos os santos dias.
Aproveitando as ruas movimentadas e as lojas pegando fogo, Tomlinson parou para comprar um pequeno e especial presente, que, com toda certeza do mundo, não seria esquecido nunca.
Era louca a forma que ele parava um instante da sua vida apenas para pensar em Harry; como ele estava; o que ele está fazendo; o que ele está comendo. Sua mente vagava em HarryHarryHarry diversas vezes e ele não reclamava disso, ao contrário, apenas sorria para o nada e dava aqueles típicos sorrisos bobos que se vê em filmes apenas. Também era louco pensar na mudança que ele estava passando. Ele guardava facas, ele tinha uma marca, armas, tudo o que podia ter para tirar vidas ele tinha ali, ao seu lado e, agora, tudo aquilo parecia nunca ter tido a mínima importância para ele. Parecia tudo insignificante demais. E era.
Não as mortes. Elas foram significantes e, bem, estavam começando a afetar a cabeça de Tomlinson de uma maneira que ele nunca viu afetar antes. Ele costumava ter esses pensamentos e arrependimentos antes de conhecer Harry, mas tudo aquilo passava tão rápido que o menino nem se preocupava mais, apenas tomava uma pílula qualquer e dormia para, no dia seguinte, voltar ao seu trabalho normalmente, como se nada houvesse ocorrido.
De algum jeito, a raiva ainda sucumbia-se de seu corpo e, por várias e várias noites, ele se pegou sonhando em apenas uma coisa: sangue. Sangue em suas roupas, em suas mãos, por toda sua volta. Quando ele olhava para baixo, corpos estirados sem vida no chão podiam ser vistos, mas nunca seus rostos. A não ser os de quatro pessoas em especial. Essas eram Robert Queen, Richard McDonnell, Aaron e Stan. Ele conseguia enxergar seus rostos perfeitamente e a interpretação desse fator era mais do que clara: toda sua raiva estava passando a ficar mais clara, agora ele sabia demonstrar isso como nunca soube antes, ele sabia demonstrar seus sentimentos, isso tudo, obviamente, por causa de Harry. Após enviar uma frase computatorizada para o menino — que o respondeu, lembremos —, nada mais foi o mesmo para Louis.
Apesar de toda confusão acontecendo em sua mente no momento, ele ainda não havia dito a Harry aquilo tudo, estava guardando para um momento mais íntimo dos dois, um momento íntimo para conversas sobre suas vidas, coisas que eles nunca contaram para ninguém antes. Para Harry, Louis não havia tido uma vida, mas ele estava plenamente enganado. Durante sua estádia naquele lugar catastrófico, o garoto aprendeu muitas coisas, inclusive como se portar de forma rebelde em sua pré-adolescência, o que fazia-o rir quando se lembrava, mas ao mesmo tempo o dava vontade de chorar. Ele nem ao menos contou sobre uma de suas melhores comparsas naquele local. Jade era uma garota incrivelmente doce que morreu extremamente cedo. Ela sim sofria do que diziam e, bem, não aguentou muito tempo antes de se suicidar. Foi um dia não muito bom para Louis.
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Deep Web (Larry Stylinson AU)
RandomVeja bem o chão por onde passa; os locais nos quais você toca; mas, principalmente, não clique onde não deve.
