Estávamos a 13 de Junho de 2000, passadas as 39 semanas de gravidez, eu nasci.
Não sei se foi bom ou não aquele momento para a minha mãe, mas o que é certo, é que correu tudo bem, não foi detectado qualquer problema de saúde.Depois de passar três dias no hospital, vou para casa sem o nome do meu pai. Ele recusou-se a aparecer e a assinar.
Vim para a minha primeira casa em Carvalhosa, Paços de Ferreira, onde fiquei a viver com a minha mãe, a minha bisavó, a minha avó, e o meu tio Fernando. O meu bisavô tinha falecido um ano antes de eu nascer.
A minha mãe também é filha de mãe solteira, o pai não a aperfilhou. A minha avó envolveu se com ele aos 15 anos e aos 16 teve a minha mãe. Nessa altura, o meu avó biológico abandonou a minha avó.
A minha avó volta a apaixonar-se, e em 2001 casou com um senhor, o qual considerei meu avô. Fomos viver para a casa dele, em Lustosa, Lousada. E foi lá que eu cresci, aprendi a comer, a andar, a contar, a ler,...
Até aos 4 anos de idade, a minha vida sempre foi calma. Mas a partir daí, as coisas começaram a correr menos bem. Como a casa era grande, a minha tia e o seu companheiro vieram viver connosco, o que trouxe as confusões, discussões, etc.
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