-PAI!! -Gritou John.
-Ben! -Exclamou Lena.
Benjamin estava sentado no sofá, assistindo TV na sala, tomando um chá e terminando de comer o seu café da manhã.
-Ah! Oi filho. Qual o motivo do grito? -Respondeu Ben.
No começo não entendemos nada. Não tinha caído a ficha de que tudo estava bem. De que Ben não estava mal, parece um trocadilho "Ben não está mal", mas não vem ao caso... De que ele não tinha desmaiado nem nada. E John? Ele veio até nossa casa preocupado. Desabou nos braços de nossa vó e se mostrava preocupado a todo instante... E o meu "sonho"? Não estou entendendo mais nada... NADA!
-Ele está... bem? -Falei.
-É o que parece Beth. -Sôh respondeu.
-Como assim? E tudo aquilo? -Falei.
-Tudo aquilo o que? -Falou Ben que se levantou do sofá e veio em nossa direção.
-Pai! Você... tossindo... quente... desmaiou... eu vi. -John falou com uma cara de quem não acreditava no que estava vendo.
-Filho calma. Não estou entendendo. -Respondeu Ben.
-Quem não está entendendo somos nós. -Lena falou.
-Vamos fazer o seguinte. Entrem todos. Conversaremos melhor aqui. -Falou Ben gesticulando para entrarmos.
Todos entraram na casa. Pois até então não tínhamos passado da porta desde que demos de cara com um homem que aparentemente tinha sua saúde em perfeito estado.
A casa estava um pouco desarrumada, pois ainda não tinham sido tirado todas as coisas de dentro das caixas. No canto da sala estavam empilhadas 5 caixas; 3 caixas médias e umas 2 pequenas contendo o nome bem destacado de marca texto verde limão "FRÁGIL" . A Sala continha dois sofás, uma estante média, uma pequena mesa e duas cadeiras compondo os móveis que estavam na sala. A cozinha estava um pouco mais pronta que a sala, era o que parecia, pois do local onde estávamos não dava pra perceber direito.
-Quem vai começar a falar aqui? -Tomei coragem e falei.
Todos olharam para mim. Como sempre corei e virei a cara.
-Vou começar! Foi assim.... -John falou.
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John contou um pouco detalhado o que aconteceu e ficamos impressionado com a situação, qualquer um ficaria. Seu próprio pai desmaiando na sua frente. Deve ser difícil aceitar no momento, e o que você pensa logo é em buscar ajuda... Ainda bem que veio até nós. Imagina se bate na porta de algum desconhecido e não concedem ajuda. Deus me livre.
-... Com isso fui bater na porta de Lena para pedir ajuda. E aqui estamos. Concluiu John.
Nossa... não acredito. Então eu estava "vendo" aquilo tudo no meu sonho. Se é que pode chamar de sonho mesmo. Eu o vi. Do jeito que ele descreveu o que aconteceu quando seu pai desmaiou até o momento em que estava a caminho da nossa casa. "Como isso é possível!?" -Não! Eu senti todo o aperto. Fiquei imóvel, presenciei tudo! Por favor, alguém pode me explicar isso?"
-Como é possível filho? -Perguntou Ben.
-Estou um pouco confusa. -Falou Sophia.
-Tudo ocorreu do jeito que expliquei pai. Só que quando chegamos aqui você estava perfeitamente bem. Eu que pergunto como isso é possível. -John estava visivelmente confuso.
-Ben, você pode nos explicar o que aconteceu aqui antes? -Lena falou.
-Lena, se eu lembrasse eu falava com o maior prazer. Infelizmente não lembro de ter acontecido isso. -Respondeu Ben de uma forma bem convincente.
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