Deserto Celebrativo

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Quando o dia anuncia a sua chegada e o frio por fim se despede, nós todos saímos para a dança das forças mentais;
nós todos retribuímos as satisfações espirituais;

Quando a noite retorna congelando os ventos e trazendo a pintura escura e brilhante acima de nossas cabeças os deuses celebram conosco inundando nossos corações de sabedoria mágica e salientando nossos terceiros olhos para as percepções esclarecedoras;

E então eles dançam em volta de fogueiras invocando as almas superiores para que mantenham a comunicação através da fé;
os homens lagartos são viajantes e engolem o tempo se mantendo do outro lado;

Os homens lagartos elevam sua capacidade criativa e se banham com o doce efeito das bebidas à base de peiote;
eles enxergam o suave portão que inicia a caminhada de volta pra casa;
e eles vêem estradas iluminadas com a paz colaborativa resgatando suas esperanças de cura;

a lua ri e os guia até o fim do rio,
onde a celebração é iniciada e envolve todos com a salvação enfeitada de rubis;
o rio se torna infinito e as águas refletem as respostas desejadas,
no céu já se pode ver as estrelas caindo e tocando nossa pele;
e dessa forma a noite é mastigada com ardor, mais uma vez;

Apenas os que inflam as psiques serão salvos;
Apenas os que iluminam a escuridão serão levados;
Apenas os que se permitem enxergar serão perdoados;

Equilibre-se;
celebre;

permita-se.

#Tardes de Náufrago, De DaiahOliveira

M-83 PoesiasHistórias para pegar e não largar. Descubra agora