Capítulo 4 - Um Túnel

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- Vô, por que o senhor nunca disse isso para a gente? - Perguntei.

- Vocês nunca perguntaram. - Disse ele.

- Ata. - Respondi. - bom, obrigada por nos contar tudo isso! Temos que ir agora, até mais.

Andamos até parar perto da floresta e não tínhamos nada para fazer, o tédio dominou a gente. Daí o Rick teve uma ideia.

- Gente, e se a gente explorar a floresta? Já está ficando quase à noite, então podemos organizar tudo para amanhã e a gente chega aqui bem cedo. E ninguém precisa ficar sabendo que vamos entrar ali.

- Boa ideia! - Disse o Gui todo animado.

- E você pode dormir lá em casa! - eu disse mais animada ainda com a ideia de ele ir dormir na minha casa.

- Hmm né Isa. Dormir lá em casa né. - Gui deu um olhar malicioso.

- Ah, não é nada disso que você está pensando. É só para não correr riscos de alguém se atrasar ou algo do tipo. - eu disse tentantando disfarçar.

- Uhum! Sei... - Guilherme disse.

- Ah para! Coitado do Rick, já está ficando com vergonha. Para de inventar coisas Gui. - eu disse.

- Então, eu acho que posso dormir na casa de vocês... é só eu ligar para a minha mãe para avisar. - O Rick disse pensativo.

- Ok! - Gui e eu dissemos em uníssono.

[...]

Organizamos tudo o que precisaríamos no dia seguinte. Minha mãe perguntou o que era tudo aquilo e dissemos que era para brincar de acampamento. Ela disse que estávamos muito velhos para isso mas não me importei.

[...]

O dia amanheceu e fomos para a entrada da floresta. Só estávamos esperando o Gui comprar balas (ele dizia que as balas davam coragem a ele).

Assim que ele voltou, entramos na floresta escura, onde só entravam poucos raios de sol.

Estávamos em um trilho no meio da mata, um desses que se formam sozinhos quando varios animais e/ou pessoas passam formando um tipo de caminho, só que muito estreito.

O ar era outro... um ar leve, o clima lá dentro estava frio e gelado, embora lá fora estivesse um sol de derreter. acho que é porque não entram muitos raios de sol aqui dentro e o oxigênio que as árvores produziam se misturavam com o ambiente e o deixava gelado, criando um clima agradável.

Os poucos raios de sol que entravam ali dentro batia nas águas claras de um rio que tem por ali. Ficamos espantados de como aquele lugar era tão lindo e lá fora era tão... Diferente.

As folhas das árvores não se juntavam umas com as outras e não formavam aquele embaraço de folhas, cipós e galhos tudo junto. Se eu acreditasse, poderia dizer que era mágica.

Continuamos andando sem dizer absolutamente nada até nós avistarmos um tipo de túnel formado por folhas e galhos. E claro, como somos curiosos, fomos andando até encontrar o final daquele túnel.

A Garota MisteriosaOnde histórias criam vida. Descubra agora