capitulo 2 - A revelação

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                   Emily narrando

          

Depois de tomar banho, vesti-me em um shortinho azul curto e uma blusa preta. Coloquei minha havaiana branca, fiz um coque no cabelo e desci para a sala.

Encontrei meu pai conversando com o garoto misterioso.

Emy: Pode falar, pai, tô aqui - falei secamente.

Toni: Emily, já faz tempo que quero te contar isso, mas sempre tive medo da sua reação...

Emy:Fala logo, que merda de enrolação! - exigi, impaciente.

Meu pai me olhou com fúria nos olhos, e eu senti um arrepio.

Tony: Emily, olha como você fala comigo! Eu sou seu pai, entendeu? Você não está falando com a porra de um amigo seu.

Eu inclinei-me para falar, mas acabei gritando:

Emy:  EU JÁ FALEI QUE NÃO TENHO AMIGOS!

Meu pai segurou meu braço com força, fazendo-me sentir dor.

Tony: Não grita comigo, porra! Eu sou seu pai!

O garoto interveio:

- Calma, cara...

Meus olhos se encheram de lágrimas.

Toni: Esse menino é o Bruno, filho de uma ex-colega minha. Ele vai morar conosco.

Eu fiquei atordoada.

Emy: Só isso? Vai virar casa da mãe Joana?

Meu pai me olhou com pena e o que viria a seguir parecia ser minha ruína.

Tony: O Bruno é seu irmão.

Eu ri nervosamente.

Emy: Oi? Repete que não ouvi direito!

Bruno: Qual é a graça, louca?

Emy: Louca? Filhote de cruz credo! Você não viu loucura ainda!

Meu pai bateu com a pasta na nossa cabeça.

Tony: Chega, vocês dois! Mal se conhecem e já estão brigando?

Eu olhei para meu pai, sentindo traição.

Emy: Você me machucou profundamente com essa revelação Pai,espero que a sua ausência anterior possa continuar a mesma coisa. Eu te odeio.

Sinto meu rosto arder com o tapa dado por meu pai,mas oque doeu mais foi meu coração,ele não poderia ter feito isso.

Subi correndo para meu quarto, bati a porta e tranquei-a. Escutei as coisas sendo quebradas lá embaixo. Entrei no banheiro, liguei o chuveiro e sentei-me embaixo da água, sentindo os pingos relaxarem meu corpo.

Acordei com dor de cabeça. Levantei-me, olhei na gaveta do criado-mudo e não encontrei remédio. Fiz um coque e desci para a sala.

Encontrei Bruno com uma loira magra e um garoto lindo.

Acorda, Emily!

Passei por Bruno, revirando os olhos.

Emy:  MARI, TRAZ UM REMÉDIO PRA MIM! - gritei.

Bruno: Ou pedaço de gente, a cozinha fica logo ali.

Emy: Tá falando o quê, idiota?

- O próprio demônio...

A loira intrometida diz.

Aproximo-me calmamente dela,pego o copo de cerveja bruscamente em sua mão.

Sim!

Joguei cerveja no cabelo dela.

Emy: Com licença!

Saí andando com um sorriso, mas só até ver meu pai.

Tony: Vá pedir desculpas pra namorada do seu irmão, Emily.

Emy:  Por quê? Você vai me bater de novo?

As lágrimas escorrem por minha face.

Tony:  Emily! - repreendeu-me meu pai.

Emy:  Emilly o quê? Tá vendo, até de Emilly você está me chamando! Você já está preferindo o bastardo!

Subi correndo para meu quarto e me joguei na cama.

Jamais pensei que sentiria tamanha dor relacionada ao meu pai,mas eu estou sentindo.

Minha primeira vez em tudoOnde histórias criam vida. Descubra agora