Emily narrando
Depois de tomar banho, vesti-me em um shortinho azul curto e uma blusa preta. Coloquei minha havaiana branca, fiz um coque no cabelo e desci para a sala.
Encontrei meu pai conversando com o garoto misterioso.
Emy: Pode falar, pai, tô aqui - falei secamente.
Toni: Emily, já faz tempo que quero te contar isso, mas sempre tive medo da sua reação...
Emy:Fala logo, que merda de enrolação! - exigi, impaciente.
Meu pai me olhou com fúria nos olhos, e eu senti um arrepio.
Tony: Emily, olha como você fala comigo! Eu sou seu pai, entendeu? Você não está falando com a porra de um amigo seu.
Eu inclinei-me para falar, mas acabei gritando:
Emy: EU JÁ FALEI QUE NÃO TENHO AMIGOS!
Meu pai segurou meu braço com força, fazendo-me sentir dor.
Tony: Não grita comigo, porra! Eu sou seu pai!
O garoto interveio:
- Calma, cara...
Meus olhos se encheram de lágrimas.
Toni: Esse menino é o Bruno, filho de uma ex-colega minha. Ele vai morar conosco.
Eu fiquei atordoada.
Emy: Só isso? Vai virar casa da mãe Joana?
Meu pai me olhou com pena e o que viria a seguir parecia ser minha ruína.
Tony: O Bruno é seu irmão.
Eu ri nervosamente.
Emy: Oi? Repete que não ouvi direito!
Bruno: Qual é a graça, louca?
Emy: Louca? Filhote de cruz credo! Você não viu loucura ainda!
Meu pai bateu com a pasta na nossa cabeça.
Tony: Chega, vocês dois! Mal se conhecem e já estão brigando?
Eu olhei para meu pai, sentindo traição.
Emy: Você me machucou profundamente com essa revelação Pai,espero que a sua ausência anterior possa continuar a mesma coisa. Eu te odeio.
Sinto meu rosto arder com o tapa dado por meu pai,mas oque doeu mais foi meu coração,ele não poderia ter feito isso.
Subi correndo para meu quarto, bati a porta e tranquei-a. Escutei as coisas sendo quebradas lá embaixo. Entrei no banheiro, liguei o chuveiro e sentei-me embaixo da água, sentindo os pingos relaxarem meu corpo.
Acordei com dor de cabeça. Levantei-me, olhei na gaveta do criado-mudo e não encontrei remédio. Fiz um coque e desci para a sala.
Encontrei Bruno com uma loira magra e um garoto lindo.
Acorda, Emily!
Passei por Bruno, revirando os olhos.
Emy: MARI, TRAZ UM REMÉDIO PRA MIM! - gritei.
Bruno: Ou pedaço de gente, a cozinha fica logo ali.
Emy: Tá falando o quê, idiota?
- O próprio demônio...
A loira intrometida diz.
Aproximo-me calmamente dela,pego o copo de cerveja bruscamente em sua mão.
Sim!
Joguei cerveja no cabelo dela.
Emy: Com licença!
Saí andando com um sorriso, mas só até ver meu pai.
Tony: Vá pedir desculpas pra namorada do seu irmão, Emily.
Emy: Por quê? Você vai me bater de novo?
As lágrimas escorrem por minha face.
Tony: Emily! - repreendeu-me meu pai.
Emy: Emilly o quê? Tá vendo, até de Emilly você está me chamando! Você já está preferindo o bastardo!
Subi correndo para meu quarto e me joguei na cama.
Jamais pensei que sentiria tamanha dor relacionada ao meu pai,mas eu estou sentindo.
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Minha primeira vez em tudo
Teen FictionEmily, 17 anos, filha de Antônio (Toni), magnata das armas, vive uma existência isolada e luxuosa. Ela não faz ideia do "trabalho" de seu pai.Sem amigos, namoros ou experiências, sua vida gira em torno de Mari, sua governanta, e Anderson, seu motori...