Emy narrandoEstávamos todos reunidos na sala, ainda sob o choque da perda. O Bruno não me deixava um centímetro. O advogado, William, entrou com um "Bom dia", que soou deslocado.
__Quero o enterro do meu pai hoje às 4 horas.__ Bruno exigiu.
William concordou e mencionou um testamento. "Tenho algo importante para vocês."
Ele me entregou uma carta. Era a letra do meu pai. Meu coração se despedaçou.
"Vocês devem estar se perguntando por que escrevi esta carta. É simples: eu sabia que Dominic iria me matar, não importa o que fizéssemos.
Minha querida Emily,
Desde antes de você nascer, eu te amei mais que tudo. Proteja-se, nunca deixe ninguém machuca-la. Bruno, cuide dela como se fosse sua vida. Seja possessivo, proteja-a com todo o seu ser.
Nós, Meirelles, damos nossas vidas pelos que amamos. Eu dei minha vida por vocês; quero que você dê a sua por ela.
Não confie em estranhos, apenas em amigos antigos. Não perca tempo com pessoas indignas.
Lágrimas escorriam enquanto lia. Parei ao ver a frase "Não leiam em voz alta". Guardei a carta, sentindo um nó na garganta.
__Bru...
Bruno me abraçou, chorando, e acariciou meus cabelos.
__Vai ficar tudo bem, princesa__ sussurrou, beijando minha testa.
Vic se aproximou, abraçando-me forte.
__Ei, estou aqui.
__Vic, não estou bem para cuidar da Aninha.__Eu disse, fragilizada.
Vic beijou meu rosto.
__Eu cuido dela.
Ele saiu, deixando-me com Bruno.
__Vai tomar banho, princesa. Já é quase manhã.
Subi as escadas, ainda em choque. No quarto, reli a carta:
"Nunca falem sobre planos na frente de desconfiados. Cuidado com Dominic; ele vai atrás de vocês. Armas estão escondidas aqui, com senha: data de nascimento dos que mais amo. Amanhã, quero que acompanhe Bruno ao Morro do Alemão. Vocês estarão seguros.
Eu amo vocês, meus filhos.
Papai.
Alguém bateu.
__ Entra__disse eu.
Ane entrou, preocupada.
__Precisando de um colo?
Chorei, buscando conforto em seu abraço.
__Ele vai voltar, né?__Chorava, desesperada por uma esperança.
__Emily, sou realista... Ele não vai voltar. Está olhando por vocês lá de cima.
Eu me levantei, tentando me distrair.
__Vou tomar banho.
No banheiro, lágrimas misturavam-se à água. Depois, escolhi roupas simples e sombrias.
__Quer descer?__ Ane perguntou.
Descemos. Bruno nos esperava.
__Já tava preocupado__disse ele.
Às 15:30, alguém bateu. Mari abriu a porta, com olhos inchados.
__William!
__Está tudo pronto. Seu pai os espera.
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Minha primeira vez em tudo
Teen FictionEmily, 17 anos, filha de Antônio (Toni), magnata das armas, vive uma existência isolada e luxuosa. Ela não faz ideia do "trabalho" de seu pai.Sem amigos, namoros ou experiências, sua vida gira em torno de Mari, sua governanta, e Anderson, seu motori...