capitulo 34- A despedida.

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                       Emy narrando

Estávamos todos reunidos na sala, ainda sob o choque da perda. O Bruno não me deixava um centímetro. O advogado, William, entrou com um "Bom dia", que soou deslocado.

__Quero o enterro do meu pai hoje às 4 horas.__ Bruno exigiu.

William concordou e mencionou um testamento. "Tenho algo importante para vocês."

Ele me entregou uma carta. Era a  letra do meu pai. Meu coração se despedaçou.

"Vocês devem estar se perguntando por que escrevi esta carta. É simples: eu sabia que Dominic iria me matar, não importa o que fizéssemos.

Minha querida Emily,

Desde antes de você nascer, eu te amei mais que tudo. Proteja-se, nunca deixe ninguém machuca-la. Bruno, cuide dela como se fosse sua vida. Seja possessivo, proteja-a com todo o seu ser.

Nós, Meirelles, damos nossas vidas pelos  que amamos. Eu dei minha vida por vocês; quero que você dê a sua por ela.

Não confie em estranhos, apenas em amigos antigos. Não perca tempo com pessoas indignas.

Lágrimas escorriam enquanto lia. Parei ao ver a frase "Não leiam em voz alta". Guardei a carta, sentindo um nó na garganta.

__Bru...

Bruno me abraçou, chorando, e acariciou meus cabelos.

__Vai ficar tudo bem, princesa__ sussurrou, beijando minha testa.

Vic se aproximou, abraçando-me forte.

__Ei, estou aqui.

__Vic, não estou bem para cuidar da Aninha.__Eu disse, fragilizada.

Vic beijou meu rosto.

__Eu cuido dela.

Ele saiu, deixando-me com Bruno.

__Vai tomar banho, princesa. Já é quase manhã.

Subi as escadas, ainda em choque. No quarto, reli a carta:

"Nunca falem sobre planos na frente de desconfiados. Cuidado com Dominic; ele vai atrás de vocês. Armas estão escondidas aqui, com senha: data de nascimento dos que mais amo. Amanhã, quero que acompanhe Bruno ao Morro do Alemão. Vocês estarão seguros.

Eu amo vocês, meus filhos.

Papai.

Alguém bateu.

__ Entra__disse eu.

Ane entrou, preocupada.

__Precisando de um colo?

Chorei, buscando conforto em seu abraço.

__Ele vai voltar, né?__Chorava, desesperada por uma esperança.

__Emily, sou realista... Ele não vai voltar. Está olhando por vocês lá de cima.

Eu me levantei, tentando me distrair.

__Vou tomar banho.

No banheiro, lágrimas misturavam-se à água. Depois, escolhi roupas simples e sombrias.

__Quer descer?__ Ane perguntou.

Descemos. Bruno nos esperava.

__Já tava preocupado__disse ele.

Às 15:30, alguém bateu. Mari abriu a porta, com olhos inchados.

__William!

__Está tudo pronto. Seu pai os espera.

Minha primeira vez em tudoOnde histórias criam vida. Descubra agora