Emily
Pedro deu partida no carro e seguimos em silêncio. Ao chegarmos, ele estacionou.
__Chegamos.
Eu sorri.
__É, chegamos! Que noite incrível!
O recepcionista nos levou à mesa.
__O que acha de um suco de laranja para você e um vinho para mim?
Ele pediu os drinques ao garçom.
__Você quer conhecer o Brasil?
__Já estive lá a trabalho, mas nunca tive tempo para explorar.
__E qual trabalho?
Pedro hesitou, olhando para baixo.
__Trabalho para o Dominic, meu tio. Entrego materiais para policiais.
Seu comportamento suscitou desconfiança.
__Ah, tá.
__Emily?
Ai, meu Deus, ele vai me beijar!
O garçom interrompeu, trazendo o cardápio, suco e vinho.
__Você ama o Gabriel?
__Sinceramente, não sei.__ Sorri, olhando-o meio sem graça.
O jantar ficou alegre. Pedimos arroz com bife e batata frita para mim, e lesma para Pedro.
Ele comeu metade do meu prato, rindo.
Pedro pagou a conta, recusando minha oferta de ajudar.
Ao sair, rimos juntos.
__Uma vez, alguém me disse: 'Ei, pequena, não sou água do seu chuveiro, mas queria passear pelo seu corpo.
__ Nossa! São cantadas horríveis.
Caímos na gargalhada.
Pedro sorriu, aproximando-se de mim no carro.
__Foi incrível sair com você, Emily.__Seus braços envolveram meu corpo, e um beijo suave e carinhoso selou o momento.
Nossos olhares se encontraram, e sorrimos, sentindo uma conexão especial.
__É como se eu tivesse beijado o Vic__disse eu, rindo.
Pedro riu também.
__Para mim, foi como beijar minha mãe!
__ É! Não rolou__ Digo fingindo está pensativa.
Nossa risada encheu o carro. Pedro ligou o motor, e seguimos conversando animadamente até chegarmos ao destino.
Ao sair do carro, um segurança desconhecido estava à porta. Meu coração acelerou.
__O que ele faz aqui?__perguntei, preocupada.
Entre em pânico, corri para dentro e encontrei Ane dormindo tranquilamente no sofá.
Pedro seguiu-me, surpreso.
__Nunca vi ele aqui! Estranho.
Saí para fora, encontrando o segurança da mesma forma quando entramos.
Cutuquei o segurança, curiosa.
__O que está fazendo aqui?
__Ei! Fale algo!__ Insisto. Já que não obtive resposta.
O segurança, olhou para mim.
__Eu sou Emily Meirelles. Se não falar agora, perco a paciência!
__Senhorita, meu nome é Fandos. O senhor Meirelles contratou nossa empresa para proteger a senhorita e sua Amiga.
__Aqui é tranquilo. Pra que segurança?
__Senhor Bruno pediu sigilo. Nem a senhorita nem a senhora Ane Meirelles devem saber.
Ane Meirelles? Só o Bruno mesmo.
___Agora eu dou as ordens. Entendido, Fandos?
Ele acenou.
__ Agora, conte-me oque aconteceu?__ exijo.
__Sim, senhorita. Senhor Meirelles foi ameaçado de morte e sofreu um atentado.
Corri para dentro, peguei a bolsa e liguei para meu pai.
Emy: Pai!
Toni: Oi, meu amor!
Emy: Como você está?
Toni: Estou bem, minha princesa. E você?
Emy: Não me esconda, já sei!
Toni: Esse cara é um filho da puta incompetente!
Emy: Eu insisti, a culpa não é dele.
Toni: Estou bem, minha vida. Agora você terá segurança 24h.
Emy: Papai...
Toni: Sem "papai", Emily!
Emy: Tá bom!
Toni: Te amo, minha linda!
Emy: Te amo, meu herói! Tome cuidado por aí.
Ao desligar a chamada,senti um arrepio percorrer em minha espinha. Estou preocupada com meu pai, Bruno e Gabriel. Tentaram matar meu pai ! Meu coração acelerou, e as lágrimas começaram a escorrer.
Sentei-me no sofá, ao lado de Ane, ainda sonolenta. Minha respiração ficou ofegante, e minhas mãos tremiam. O mundo ao meu redor parecia desmoronar.
Por que alguém quereriam machucar meu pai?
A ansiedade e o medo me envolveram. Sentia-me vulnerável, sem controle. A proteção de Fandos, o segurança, era um pequeno consolo.
Cobri o rosto com as mãos, soltando um soluço. Ane, agora desperta, me abraçando.
__Emily, o que houve? Conta para mim!__ pediu, preocupada.
Mas eu não conseguia falar. A dor e o medo me sufocava.
__Tentaram matar meu pai!
Lágrimas encheram seus olhos.
__MEU DEUS! QUEM QUER MATAR O BRUNO?__Gritou histérica.
Fandos entrou correndo.
__Algum problema?
Ane, histérica.
__LADRÃO! LADRÃO!__ Aponta para Fandos,que se encontra parado,olhando para o show da Ane.
__Ane, ele é o segurança, Fandos.__ Acalmei-a.
Ane estendeu a mão.
__Prazer, Senhor Fundos.
__Fandos, não Fundos.
__Foi mal, parceiro.__ Ane sorri para Fandos.
__Pode voltar ao posto. Desculpa por ela.___ Ele assente e se vai.
__E o Bruno, Emy?
Eu sorri, com a preocupação dela.
__Não é o Bruno, é meu pai, meu herói.
Ane suspirou.
__Quem foi, amiga?
Eu hesitei,com medo até de minhas próprias palavra..
__Não sei.
Ane ficou ansiosa.
__Onde foi?
__Na China, inteligente!__ Brinquei.
Ane revirou os olhos e saiu batendo o pé.
Votem e comentem☺☺
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Minha primeira vez em tudo
Teen FictionEmily, 17 anos, filha de Antônio (Toni), magnata das armas, vive uma existência isolada e luxuosa. Ela não faz ideia do "trabalho" de seu pai.Sem amigos, namoros ou experiências, sua vida gira em torno de Mari, sua governanta, e Anderson, seu motori...