Amigos de Sangue

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Pt.5 

A ambulância chegou rapidamente e levou Jessy para o hospital com a mesma rapidez, afinal ela estava a beira da morte.
Will e Mike estavam horrorizados Eleanor me abraçava fortemente, eu achei que ela poderia desmaiar a qualquer momento. Eu e eles fomos até a minha casa, deixamos as coisas lá e logo em seguida minha mãe nos levou até o hospital que Jessy estava.
Jessy estava em outra ala do hospital sendo suturada, apenas isso que os médicos disseram. Eu nunca gostei de médicos...minha mãe sempre me dizia que meu pai morrerá por uma falha médica, e por culpa deles eu não tenho mais um pai.
Na sala de espera, tinham cadeiras, poltronas e uma estante com várias revistas e jornais. Eu podia estar preocupado, mas também não pude ignorar o tédio que hospitais me causavam.
Peguei um jornal datado de ontem e ele tinha uma notícia peculiar como destaque:
“CRIANÇAS DESAPARECENDO NA CIDADE DE MANHATTAN, POLÍCIA AINDA NÃO TEM SUSPEITAS”
Deixei de ler a notícia quando um dos enfermeiros chegou e pediu que o seguíssemos até onde Jessy estava, seus pais foram na frente, eu e os outros logo em seguida. Jessy já estava acordada, mas estava abalada. Eu conseguia notar o pavor em seus olhos.
Após nos abraçarmos e termos certeza que ela estava bem, fomos todos para a minha casa, Jessy ainda ficaria no hospital por um bom tempo e nós não tínhamos permissão para ficar lá.
Mas da mesma forma que não podíamos ficar lá, Mike, Will e a El(apelido que eu passei a atribuir a ela depois desse dia) não poderiam dormir lá hoje, eu tentei convencer minha mãe de que eles deveriam dormir lá, porém ela não mudou sua opinião.
Após todos irem embora e eu voltar a me sentir sozinho deitei-me em minha cama e ao mesmo tempo senti um peso sobre mim, e logo adormeci. Algumas horas depois, acordei com uma voz familiar me chamando, a voz era doce e acolhedora e logo senti uma mão gentil acariciando meu cabelo, eu consegui abrir os olhos...e logo percebi que a mesma mulher da casa abandonada estava a me acariciar, eu tomei um susto tão grande, e isso fez com que ela me abraçasse, dizendo:
-Joshua...não há motivo para você estar com medo...eu não quero te machucar.
Eu fiquei sem palavras, como ela sabia meu nome? Até o momento, somente a minha mãe sabia o meu nome. Quando eu fui perguntar quem ela era, minha mãe abriu a porta e a mesma desapareceu. Isso me deixou triste, de certa forma, eu perdi o medo dela. Sabia agora que se ela fosse uma entidade não era uma entidade maléfica.
Minha mãe sorriu e falou:
-acho que você já acordou -ela sorria sem jeito- a Jessy...na verdade os pais dela pediram que eu te levasse no hospital agora...certo?
Eu concordei obviamente, me troquei rapidamente e fui junto com a minha mãe para o hospital.
Jessy estava chorando, disse que quando ela tentou dormir sentiu algo a vigiando, do mesmo jeito de quando o menino manchado apareceu em meu quarto para a observar. Eu fiquei conversando com ela até ela se acalmar.
(agora, irei contar uma história paralela com o que está acontecendo, mas irá influenciar muito)
Jessy tinha um amigo de infância, ela falava muito dele. Pelo que eu lembro, seu nome era Nathan. Ele também escrevia creepys, assim como nós, porém nenhum de nós somente a Jessy tinha lido alguma.
Nathan morava com os pais e com o irmãozinho, de nome Robert. Ele tinha uma creepy que a Jessy mencionava o tempo inteiro quando falava nele. O nome da creepy era “Lost Children” na qual ele contava a história de crianças que desapareciam em cidades próximas a Manhattan mas os policiais nunca achavam os corpos. E nunca achariam, pois as crianças eram raptadas por um serial killer que as levava para a mansão e as matava lá, usando métodos de tortura ou não.
Nathan já suspeitava que as crianças começaram a sumir por causa de sua creepy, e começou a investigar um pouco. E alguns dias depois dos sumiços começarem, seu irmãozinho Robert sumiu.

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