Pt.9
Tantos enterros em tão pouco tempo. Tantas perdas imaginárias...e tanto caos em um curto período.
Isso se repetia em minha mente sem parar, juntamente com os replays de meus amigos sendo mortos...e se todos morressem? Essas creepypastas sumiriam? Ou iriam ficar atormentando os vivos?
E Nathan? O que eu faria a respeito dele?
Eleanor...ela estava longe de mim, se afastou de todos. Ela disse a nós que queria um tempo consigo mesma. Nós é claro, respeitamos.
Após tudo isso que ocorreu, eu fui atrás de algo sobre mim nos registros da cidade, mas não havia nada, nada sobre mim, nada sobre a casa, nada sobre a loira...eu me desanimei imediatamente, não é como se eu estivesse empolgado com algo, os acontecimentos não favoreciam ninguém.
Algum tempo depois percebo que eu recebera uma nova mensagem, de um número desconhecido.
"Você pode já ter ouvido falar de mim...e eu ouvi falar de você, me encontre em frente a velha casa ...perto de sua casa...a propósito, prazer. Meu nome é Nathan"
Eu larguei os registros ali mesmo, levantei e fui até a velha casa. Nathan, era um garoto alto e loiro, com olheiras abaixo de seus olhos verdes e belos. Ele usava uma blusa preta, com uma calça preta também, e vale ressaltar que o mesmo estava encapuzado, por um momento me lembrou o garoto manchado, mas assim que eu vi seu rosto eu descartei essa hipótese. Me aproximei e disse:
-Prazer em conhecê-lo Nathan.
E ele me respondeu:
Prazer, Josh...preciso da sua ajuda...o que me diz? Vamos acabar com tudo isso! Eu vou resgatar meu irmão!
Eu continuei sem expressão alguma no rosto, mas respondi:
O...que você pretende fazer?
Ele sorriu de uma forma travessa e respondeu amistosamente:
Quanto as creepypastas...de fato não podemos fazer nada...infelizmente...mas podemos salvar meu irmão. O que você acha?
Eu sorri...sabia que suas intenções eram puras como a luz, e concordei...eu confiava nele.
Andamos até adentrarmos na floresta, após avançarmos vários quilômetros mata adentro, chegamos a uma mansão abandonada, onde mesmo do lado de fora eu ouvia gritos ecoando pelos corredores da mansão...e eram gritos...de crianças. Mas bem ao fundo...dava para se notar risadas, longas e felizes.
Entramos nessa mansão escalando os portões, e entramos pela janela que estava aberta...
O problema era que...não haviam crianças naquela mansão, Nathan segurou minha manga e disse:
Hey...vou te contar uma parte da creepy:"haviam boatos de que a mansão era assombrada, pois ainda se ouvia os gritos, o choro e até risadas das crianças" ...resumindo...isso que você ouviu...foram os espíritos das crianças.
Eu gelei, não sabia o que dizer, então, fomos andando, espiando quarto por quarto. Até que achamos Robert em um quarto, em um estado de desnutrição grave, com vários machucados. Nathan o abraçou fortemente, e Robert fez o mesmo, ignorando sua própria dor.
Nathan o pegou no colo...e o carregou para a saída, eu ia logo atrás, e do nada ouvimos uma risada estridente cortar o silêncio olhamos para trás, Nathan colocou Robert em meu colo e disse: CORRA, SALVE MEU IRMÃO, EU SEREI ETERNAMENTE GRATO A VOCÊ!
E após ele terminar de falar isso, o homem o agarrou pelo capuz e o levou para longe, eu conseguia ouvir seus gritos de dor...e seus gritos dizendo para eu cair fora dali.
Eu levei Robert até a saída, mas não fui junto, corri para dentro da mansão para salvar Nathan, peguei uma arma que eu achara em uma das salas. E fui até onde ele estava.
Apontei a arma para o maldito, e dei três tiros seguidos contra sua cabeça, ao menos, ele era humano...mas o contra...ele não morreria...Nathan estava pálido, fraco, mas ignorei...corri com ele em meus braços, pulei portão a fora com ele...encontrei Robert, peguei sem sua mão e corremos...mas...Nathan...veio a falecer em meus braços... Robert chorava muito, gritava para o irmão sobreviver, sem parar um instante...meu cotação se apertou...Meus olhos lacrimejavam sem parar...eu logo comecei a chorar desesperadamente... E eu gritava em coro junto a Robert...
Todos...EXATAMENTE... Todos iriam ter o mesmo fim.
A polícia chegou junto a ambulância... Mas era tarde...
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Lendas Urbanas
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