A Cidade Nova

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Naquele instante não sabia se fiz uma boa escolha, mas mesmo assim eu acompanhei-a até o carro ao chegar lá ela me pediu para eu entrar, eu sem nenhuma opção, entrei no carro e pedindo que o que ela me falou fosse verdadeiro e não apenas mais uma mentirosa. Assim que eu entrei no carro ela entrou também e já veio me perguntando:

– Se você não sabe para qual cidade queria ir, por que pegou a chave do meu carro?

– Simples – eu comecei e pensar na pior desculpa que um homem poderia ter dito naquele instante – Não é que eu não saiba onde quero ir, é que eu queria estar dirigindo, mas isso é impossível.

– Você tem apenas quinze anos, morou a maioria do seu tempo em um orfanato, e lá você não pegou nenhum carro para dirigir, então seria bem difícil você dirigir meu carro não acha?

– Podemos ir logo?

Ela riu e começou a dirigir. Enquanto estávamos no meio da viajem me deu uma fome e eu já pedi para pararmos:

– Eu estou com fome.

– Mas falta apenas uma hora para nós chegarmos à cidade – ela me respondeu com uma voz de uma pessoa surpresa.

– É, mas se eu não comer algo meu estomago vai começar a digerir minhas entranhas.

Ela começou a rir e disse:

– Você é muito dramático, mas tudo bem! Iremos parar no primeiro posto.

Quando nós paramos, eu saí correndo em rumo à lanchonete que tinha e comecei a fazer meus pedidos, enquanto isso ela ficava lá no carro me observando, o garçom trouxe meus pedidos, eu comi e bebi. Nesse intervalo de tempo ela saiu do carro, depois que eu estava terminado meu ultimo pedaço da pizza ela ficou me olhando e rindo, eu estava achando estranho ela me observando, e quando tomei conta do que estava acontecendo, olhei para o moço que estava no balcão fui até ele e disse:

– Ei cara! Posso ir naquela moça pegar o dinheiro para te pagar?

– Pode sim, mas ande rápido, se não seu lanche vai esfriar.

Saí rapidamente da lanchonete e corri em rumo dela, quando cheguei nela perguntei:

– Você vai pagar meu lanche não vai?

– Não sou eu que quero comer, então por que deveria pagar?

– Tudo bem, eu vou lá lavar os pratos para eu pode comer alguma coisa.

– Além de dramático leva tudo a sério! Eu só estava brincando com você seu besta, quanto que vai dar seu lanche?

– Bem, cada salgado é dois reais e cinquenta centavos, a pizza é três reais cada fatia, e a lata de suco é dois reais.

– Então deu sete reais e cinquenta centavos?

– Não, deu mais.

– Como assim deu mais? O quanto você comeu?

– Foram dois salgados, três pedaços de pizza e quatro latas de suco. Deu vinte e dois reais.

Ela começou a rir e foi até o balcão pagar minha conta. Eu fui em direção ao carro e entrei, no que entrei no carro liguei o som e fiquei olhando para ela, depois abri o porta-luvas do carro e achei uma carta, parecia ser antiga, ainda estava fechada então não quis abri apenas olhei o remetente da carta e um pequeno texto que tinha e estava escrito:

"Querida Fernanda...

Saiba que quando você foi embora eu não consegui te esquecer por um minuto e até hoje penso que posso te ter novamente em meus braços e viver uma nova vida com você, então lhe deixo essa carta para esclarecer algumas coisas...

O Lobo SolitárioOnde histórias criam vida. Descubra agora