Flores secas.
Flores mortas.
Presas dentro do meu peito.
De poeta sonhador.
O que resta é desamor.
O que era feito de cor
Foi lavado, enchurtado,
E danificado por aquele belo extorsor.
Confiei-lhe minhas mãos, pés, flores, espinhos, estrelas e entradas.
Mas queimou-me pelas beiradas furadas.
Eternas.
Além das folhas.
Além de árvores centenárias.
Agarrou-me com tanta força, pareceu vontade de verdade.
Era apenas fugocidade.
Pressa de fragilidade.
Flor frágil.
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Taciturna
PoetryPele pálida. Menina pequena, magra. Com o peso nos ombros de sentir demais, com os olhos castanhos como refletores do seu cansaço emocional. Taciturnamente bela. Um desastre natural!
