Você foi o meu tsunami japonês!
O meu explorador português.
Atraiu-me com flores e perfumes.
Laçou-me com precisão.
Te dei meu coração,
Você o segurou como quem segura uma iguaria alemã...
Mas aí você a esmagou.
Minha doce romã.
Você fez um grande e terrível buraco que mais se parece uma clatera lunar.
Correu!
Deixou-me sem ar.
Sem prumo.
Mares à chorar.
Seu extorcor de meia tijela!
De todos o mais covarde eras.
Sorrateiramente me largou,
Largou-me sem dó.
Largou promessas que fizeste.
Atingiu-me como uma peste!
A peste negra foi de igual modo avassaladora.
Deixar-te caos no meu peito.
Mas do pó fui feito.
Do pó renascerei!
E quando me completar
À você não clamarei.
Serei meu própio milagre.
Meu refúgio dispidez.
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Taciturna
PoesiaPele pálida. Menina pequena, magra. Com o peso nos ombros de sentir demais, com os olhos castanhos como refletores do seu cansaço emocional. Taciturnamente bela. Um desastre natural!
