25º Capitulo

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A tão habitual porta de madeira escura, que admito, irei ter saudades durante estes dias, é aberta pela Amy, e eu entro, mesmo atrás dela, coloco a minha mala em cima de uma cadeira, um pouco ao pé da porta de casa-de-banho e retiro o meu casaco, pondo-o nas costas da mesma. Dirigo-me á casa-de-banho, amarrando o meu cabelo num despenteado coque, e retiro a maquilhagem, dirigo-me ao quarto, encontrando a Amy já preparada para dormir, retiro a minha camisa, arrepiando-me, "todas as raparigas sabem o sofrimento que é vestir ou despir uma camisa fria" penso para mim mesma enquanto a retiro, seguidamente das minha skinny jeans, vestindo depois o meu pijama.

O meu dedo é levado ao pequeno botão do telemóvel, verificando as horas, uma luz brilhante paraeçe derrepende no ecrã, e um sorriso volta aos meus lábios, seguido de uma mordida no meu lábio inferior, vendo o nome do Harry, nas mensagens.

Sento-me na cama, e ansiosamente agarro no meu telemóvel, abrindo rapida e nervosamente a mensagem.

#Mensagem On

"Não quero que fiques assim por o que aconteçeu á pouco"  o meu lábio inferior é levado de novo até aos meus dentes, sendo depois mordido suavemente.

"Não cries coisas, onde não as há." respondo reçeosamente.

"Não faço isso, ficas-te zangada?"a pequena luz volta a piscar.

"Não fiquei zangada" suspirei ao escrever e voltei a enviar.

"Então porque ficas-te daquele jeito?" 

"Fiquei normal, apenas a rapariga pensa que namoro contigo"

"Há algum problema em pensar isso?"

"O problema é que não namoramos, chega desta conversa Harry" mordo o meu lábio inferior ao escrever " Amanha vou embora e tenho de acordar cedo" envio

"Como quiseres, amanhã passo por aí, dorme bem."

"Dorme bem, Harry" enviei sem pensar e suspirei. Voltei a colocar o meu telemóvel na mesinha de cabeçeira, mesmo ao lado da minha cama e esfreguei os meus olhos com as minhas mãos suspirando.

#Mensagem Off

"Harry?" a Amy pergunta, tapando-se.

"Exatamente" cuspo, dizendo-lhe boa noiote logo de seguida e deito-me, coloco os cobertores por cima do meu corpo e viro-me na cama, ficando de costas para a Amy, que se encontrava também deitada. 

Não quero pensar mais nesta conversa, nem com o que aconteçeu. Amanha quando vier ter comigo, não vou tocar nessa história, nem o vou deixar tocar nela, para nos zangar-mos de novo, não quero ir embora zangada com ele. 

 O barulho estridente do despertador do meu telemóvel, mesmo ao lado dos meus ouvidos, acorda-me rapidamente, nada melhor do que acordar ao som de Imagine Dragons, uma das minhas bandas preferidas. Deslizo um braço para fora da cama, tentado alcançar o telemóvel, ainda de olhos fechados, para o desligar. Os raios de sol, que espreitam pelas pequenas fendas nas precianas da janela dificultam a minha visão devido á claridade, quando abro os meus olhos.

Sento-me na cama, passando a mão pelo meu cabelo despenteado, tentando pentea-lo um pouco com os dedos, levando depois os nós dos meus dedos aos meus olhos esfregando-os, um bocejo é ouvido da minha voz, quando vejo a Amy já acordada, olhando para mim, rindo.

"Preparada para voltar para casa?" ela pergunta-me, sem tirar os olhos do ecrã do seu telemóvel.

 "Não" digo, soltando um sorriso.

Unconditionally | hsOnde histórias criam vida. Descubra agora