- Hora do recreio. - Falou o professor de matemática.
Não precisou falar duas vezes essa maravilhosa frase. Todos os estudantes levantaram-se de seus assentos e foram para fora de sala.
- Ana. - Chamei, Ana Cristina sentava-se atrás de mim e só a chamava de Ana. - Eu tô indo para o banheiro, segura minha lancheira, por favor?
Nossa sala era trancada depois que todos saíam dela.
- Não vai dar Bru, eu também vou para o banheiro. O chato do professor não me deixou ir. - Falou Ana.
- Então tá. - Disse.
Saí de sala e fui para o banheiro que ficava ao lado. Ajeitei o cabelo, lavei a mão, fiz xixi. Demorei pouco tempo, por isso quando voltei a sala ainda estava aberta, que sorte a minha.
Quando entrei na sala e fui pegar a minha lancheira, percebi que tinha um bilhete em cima da mesa. Primeiramente, achei que fosse ou da Ana ou da Mônica, mas depois de analisar melhor percebi que não era já que não era uma folha de caderno e não estava com aparência de ter sido arrancada, mas sim de ter sido perfeitamente cortada.
Como sou MUITO curiosa, abri o bilhete. Ele não muito grande para um bilhete, quase do tamanho de uma folha de papel. O bilhete estava escrito com letra de computador.
Olá Bruna,
Sou O Observador, como você já sabe, todo mês mando bilhetes para alguns de meus colegas. Já mandei para o Davi, para a Mônica, para o Eduardo, para a Zuleica e para o Marcelo. No quinto mês, além de ajudar a sua amiga Mônica, fiquei te observando e, percebi que seria a pessoa que eu ajudaria (ou observaria), neste mês.
Não gosto de fazer nada contra a vontade de ninguém, por isso, preciso que marque o "sim", caso queira que eu te ajude. Se não quiser, marque o "não".
( ) Sim ( ) Não
Caso você tenha marcado a opção "sim", todo dia receberá meus bilhetes depois do recreio e, terá que obedecer o que eles falam, caso contrário, minha ajuda não fará efeito.
Percebi que você tem dois defeitos que irei corrigir: é muito agressiva e é sem filtro.
Nunca tente descobrir quem sou, pois nunca saberá. Escondo-me muito bem e tenho amigos que podem me ajudar a não ser descoberto.
Fiquei pensando se marcaria sim. Não queria consertar meus defeitos, continuaria a ser do jeito que era, afinal esse jeito não estava me atrapalhando em nada, continua com meus amigos me apoiando e confiando em mim. E outra coisa, não era sem filtro, era apenas sincera, uma coisa muito boa. Falava na cara, pois nas costas se faz massagem, e sério, eu não perderia meus amigos por ser sincera demais, perderia?
Virei o bilhete e escrevi a seguinte frase atrás:
"Por que mudaria o jeito que sou?"
Sai da sala e deixei o bilhete lá, O Observador com certeza responderia. Não mudava minha opinião muito facilmente, apenas uma resposta muito boa me faria mudar e, pelo o que sabia do Observador, ele era um idiota completo que não sabia sobre NADA.
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O Observador
Mistero / ThrillerUm garoto, ou garota, ninguém sabe quem, manda mensagens para seus colegas todos os meses. Porém, não são qualquer mensagem. Esse aluno, que se auto intitula O Observador, manda mensagens sobre os maiores defeitos de seus colegas e como não ter mais...
