Dirigi por horas, o dia estava se pondo e a lua nascendo naquela paisagem obscura, Will e o garoto não abriram a boca para nada além de falar a direção que eu deveria virar, já estava começando a pensar que havia sido enganada quando avistei grandes muros a minha frente, a instalação era grande, podia ser avistada de longe, ficava no meio de uma cidade que depois do que levou séculos vi que era onde eu morei, estudei, e vivi durante anos antes de tudo acontecer:
-Bem-vinda a Seattle. - Will se manifestou ao meu lado.
Dentro na cidade dava para ver como a natureza estava tomando seu lugar, os prédios assim como as ruínas que havia visto antes estavam cobertos por videiras, olhar para tudo aquilo trazia um vazio em mim, minha família havia morado aqui todos os que perdi haviam morado ali, mas, algo em especial chamou minha atenção, o local estava deserto, nenhum morto perambulando por ali, aquilo era exatamente estranho. Parei em frente a um grande portão, Will desceu e falou com um dos homens que estava de vigia que logo abriram o portão, Will conversou mais alguma coisa com um dos homens e voltou até o carro:
-Daqui vamos de a pé, meus amigos ali deixaram você entrar, mas vão vasculhar o carro primeiro, tentei explicar que o carro era nosso, mas eles são cabeça dura, então desce e venha comigo.
Desci do carro como ele pediu e entramos na comunidade, não podia negar para uma comunidade clandestina eles eram fortes, os muros eram altos e reforçados tinha no mínimo cinquenta caminhões estacionados servindo de um reforço a mais para eles, a instalação era um grande hospital abandonado, tinha cinco andares e na sacada de cada andar havia dois a atiradores. Seguindo Will para dentro da sede pude ver uma escrita antes de entrar, ela estava suja e desgastada, mas dizia: "Grey's Sloan Memorial". Já dentro do lugar eu tentava seguir Will entre a tantas pessoas que estavam lá andando de um lado para outro fazendo suas funções, me lembrava a colônia Melbex no começo.
-Elizabeth, preciso de mostrar uma coisa.
Caminhamos por vários corredores até chegar onde presumi ser os dormitórios já que haviam poucas pessoas lá, paramos em frente a uma porta de onde saiu uma mulher e abraçou Will:
-William até quem fim.
-Oi Hannah- ele respondeu meio desconcertado.
Ela o soltou se recompôs e voltou a falar:
- Está tudo pronto para ela - Hannah abriu a porta -É um prazer conhece-la senhorita Wicup eu sou Hannah.
Desconfiada respondi:
- Olá Hannah.
-Como estão as coisas por aqui Hannah? -Will a questionou.
-Tudo em ordem.
-Okay, nos falamos mais depois.
Essa foi a deixa para a ruiva sair dali, William colocou a mão na porta de onde Hannah havia saído antes e se voltou para mim novamente:
-Seus aposentos estão prontos.
-Aposentos?
-Sim, não vai mais estar presa aqui, mas, terá que responder algumas perguntas não precisa ser agora descanse e depois conversamos.
-Respostas sobre o que?
-Sobre porque trouxe isso para da Melbex.
-Seu informante não te falou? -Perguntei ironicamente.
-Não brinque comigo Elizabeth, lembre-se que você está sozinha aqui não com seus colegas mimados.
-Não tenho medo de homens como você.
Ele chegou perto de mim me prendendo contra parede e falou:
-Deveria ter.
Ele saiu do lugar me deixando sozinha com o coração acelerado.
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Contagious
ActionÉ engraçado como a vida pode mudar tão rápido, uma hora você estar atrasado para um compromisso e na outra o mundo pode estar acabado, foi o que aconteceu com Elizabeth quando se vê obrigada a trair até mesmo as pessoas que ela ama para conseguir sa...
