((Capítulo 4))
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Dionísio_ - Deixa de bobagens. Humm ? Conheço mulheres como você. Dizem que querem respeito, mas o único que querem de verdade é ir para a cama com um homem rico como eu. - (Deu uma gargalhada).
Refugio_ - Já basta ! - ( Falou com raiva e em voz alta, em seguida chorou). - Eres um Desgraçado... (Pausou) ... Você... Você...
- Refugio não se sentiu bem e desmaiou .
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Dionísio_ - Antônio! Antônio ! - (gritou).
Antônio_ - Sim, patrão .
Dionísio_ - Traga álcool... Não sei ... Algo que a desperte ! - (falou desesperado ) .
- Dionísio levou refúgio para o sofá enquanto Antônio trazia algo.
Antônio_ - Aqui patrão ! - ( Estendeu a mão entregando o algodão com álcool ).
- Refugio começava a despertar, ainda estava meio tonta, mas já estava melhorando .
Dionísio_ - Está melhor ?
- Refugio ficou calada observando Dionísio. Estava espantada com a pergunta. Não pela pergunta em si. Mas porque viu na expressão de Dionísio que ele realmente parecia preocupado .
Antônio_ - Senhora ? - (estendeu a mão, oferecendo um copo com água).
Refugio_ - Não. Não quero nada . - (balançou a cabeça). - Eu só quero ... Sair daqui. - (sussurrou e em seguida olhou para Dionísio) .
- Refugio levantou-se devagar e o mesmo fez Dionísio. Os dois ficaram parados olhando um para o outro, até que Refugio deu um passo querendo ir-se, mas Dionísio a impediu dando um passo também.
Dionísio_ - Está melhor ?
Refugio_ Sim . - ( falou dando outro passo a frente para ir-se).
Dionísio_ - Te levo . - (Deu outro passo a frente a impedindo de novo).
Refugio_ - Jamais ! - (Falou fria ).
Dionísio_ - Vejo que não está se sentindo bem, então é melhor que eu a leve para casa. E não estou pedindo . Estou apenas informando - (Deu um leve sorriso).
Refugio_ - Não. Obrigada ! - ( Saiu as pressas).
*Lado de fora da Casa de Dionísio*
- Dionísio pediu que Antônio tirasse o carro e saiu atrás de Refugio. Queria levá-la, mas ela insistia em recusar.
Dionísio. - Espera . - (Ele a puxou, fazendo com que ela virasse, ficando de frente pra ele). - Já te disse que te levo .
Refugio_ - Eu não... - (Foi interrompida).
Dionísio_ - Vamos ? - (Segurou levemente o braço de Refugio, fazendo ela entrar no carro).
* Casa de Refugio *
Patrício_ - Mamãe está demorando muito .
Edmundo_ - Ela disse que teria que resolver uma coisas, por isso o motivo da demora...
Patrício_ - E que coisas são essas ?
Edmundo_ - Não sei . Mas... E aí ? Não disse nada sobre a tal entrevista. - (Queria desviar o assunto). - Você conseguiu o emprego ?
Patrício_ - Não. Foi reagendado para a próxima semana.
** Fora da Casa de Refugio
- Dionísio e Refugio chegavam . Os dois estavam calados, a viagem toda tinham sido assim . Eles nem se quer atreveram a se olhar ... Até chegar na vila .
Dionísio_ - Pronto! - ( falou depois que abriu a porta do carro para que Refugio saísse).
Refugio_ - Obrigada ! - (disse em um tom sério).
Dionísio_ - Você está bem mesmo ?
Refugio_ - Já te disse que sim . Mas não fique aí fingindo que está preocupado, porque eu duvido muito. Em momento algum demostrou preocupação quando te supliquei que não seguissem com aquela ordem de despejo... - (sentia um nó na garganta, queria chorar, mas se fez de fria). - pelo contrário foi um grosso.
Dionísio_ - Eu ...
Refugio _ - Você é um homem grosseiro, frio... só pensa em si. Se sente poderoso por ser rico, mas é um pobre de espírito . É um homem solitário, porque duvido que alguém consiga viver debaixo do mesmo teto que você . Não sabe tratar uma mulher e é um...
- Dionísio puxou Refugio e a beijou. Beijou com força, com raiva. Raiva daquelas palavras, raiva porque no fundo ela tinha razão. Raiva porque ela teve a ousadia de dizer o que todos pensam, mas que ninguém tem a coragem de dizer.
Refugio tentou resistir, empurra-lo, se livrar daqueles braços, daquele beijo, mas foi em vão.
Dionísio passou do beijo agressivo para um beijo terno e Refugio começou a retribuir. Os dois se beijaram... Se beijaram com desejo, querendo mais e mais . Ele passava sua mão pelas costas de Refugio a acariciando e quando chegou em sua cintura a apertou para trazer-la para mais perto de seu corpo, (se é que fosse possível) enquanto a outra mão passava pelo pescoço e depois acariciando por debaixo dos seus cabelos ...
Julieta_ - Refugio ? - ( falou espantada ao ver aquela cena) .
- Dionísio e Refugio continuaram com o beijo, não ouviram e nem perceberam que Julieta estava ali presenciando tudo.
Julieta_ - Refugio ? - ( falou um pouco mais alto que a outra vez ).
- Dionísio e Refugio se separam. Ambos estavam ofegante, tanto pelo beijo (de tirar o fôlego), quanto pelo susto que tomaram .
Refugio_ - Julieta ? É ... Eu ... É ... - (começou a gaguejar).
Dionísio_ - Bom... Tenho que ir . - (falou ainda ofegante). - Boa Noite ! - (antes de sair olhou para Refugio e deu um sorrisinho de lado)...
- Refugio estava envergonhada, não conseguia olhar para Julieta, mas sabia que a amiga iria pedir todos os detalhes daquela cena.
Refugio_ - É... Vam... Vamos entrar ? - (gaguejou).
Julieta_ - Sim. Vamos ! Precisamos conversar. - (deu um sorrisinho de lado).
** Casa de Refugio
Patrício_ - Mamãe ?
Refugio_ - Filho ! Meu amor... - (falou abraçando Patrício). E então ? Conseguiste o emprego ?
Patrício_ - Ainda não mamãe ! Foi reagendado para a próxima semana. Mas tenho certeza que vou conseguir .
Refugio_ - Sim, meu amor ... Vai sim . - ( deu beijo em Patrício e em seguida um em Edmundo). - E onde está Inácio ?
Edmundo_ - Ele saiu, com a " amiga " dele . - (sorriu).
Patrício_ - É... Mamãe ! Edmundo disse que tinha que resolver algumas coisas. Que coisas são essas ?
Refugio_ - É... Amanhã conversaremos sim ? - (deu um leve sorriso que não escondia sua tristeza). - Já jantaram ?
•| Edmundo, Inácio e Patrício foram ensinados desde cedo a se virarem sozinhos. Sabiam cozinhar e muito bem . Por isso Refugio não ficava tão preocupada em chegar cedo para preparar o jantar. •|
Edmundo_ - Já, mãe. Só falta a senhora.
Refugio_ - Sim meu amor, depois eu janto. Sim ? Não se preocupe .
Edmundo_ - Bom... Vou para o quarto, tenho que estudar . - (acenou com a cabeça). - E minha namorada ? - (olhou para Julieta).
Julieta_ - Quando saí, ela estava assistindo com Mariah. - (sorriu).
- Edmundo foi para o quarto e assim que saiu Julieta perguntou logo que cena foi aquela.
Julieta_ - Então ? Me conta tudo ? O que foi aquilo ? Que homem é aquele ? E que beijo foi aquele ?
- Refugio não sabia o que falar, estava envergonhada, confusa, não deixava de pensar no beijo. Não estava zangada, mas se sentia estranha... sentia-se diferente... Sentia... Algo diferente .
((Fim do capítulo 4))
Então meus amores, se estão gostam digam hein ... Se não ... Digam tbm 😁😁😘 Beijos ! Até o próximo capítulo !
Ah ... E me perdoem a demora. Sim ?
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O Poder dos teus Olhos ((TEKILA))
Random_Pareja Tekila_ Dionísio Ferrer_ é um arquiteto muito rico, mulherengo, frio e rancoroso. Não mede as palavras antes de usa- las e sinceramente, não se importava se magoava ou não, alguém . Refugio Chavero_ mulher pobre, nobre e humilde. Está semp...
