Um maravilhoso beijo

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((Capítulo 10))

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- Refugio já estava deitada, depois de um logo dia cansativo o único que desejava era dormir.
Mas ali naquele quarto, em silêncio total, começou a lembrar de tudo que Isadora tinha lhe dito e do que tinha lhe feito. E sem perceber lágrimas começaram a rolar pelo seu rosto.
Pensou no que Dionísio tinha lhe dito, mas começou a dizer para si mesmo que tudo era mentira e que homem nenhum gostaria de uma mulher como ela...

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_ Dia seguinte_

_ Escritório de Dionísio Ferrer_

Dionísio_ - O que deseja ?
Ignacio_ - Vim lhe entregar. - (colocando as chaves em cima da mesa).
Dionísio_ - Que chaves são essas ?
Ignacio_ - Da sua casa. Já saímos de lá. Já está desocupada...
Dionísio_ - Quê ? Mas... Quando saíram ? - (falou sério).
Ignácio_ - Ontem mesmo senhor.
Dionísio_ - E onde estão morando ?
Ignacio_ - Perdão ! Mas isso não te interessa. E peço que não volte a procurar minha mãe.
Dionísio_ - E porque não ? Quem deve exigir isso é Refugio, não você.
Ignacio_ - Acredito eu, que ela exigirá. - (deu um sorriso de lado e saiu).
Dionísio_ - Maldito moleque. - (pegou um copo que estava sobre a mesa e jogo na parede). - Agora tenho certeza de que está me evitando. Sim , está me evi... - (parou de falar, após ter uma ideia de como falar com Refugio).

_Escritório de Rômulo Ancira_

Rômulo_ - Começará amanhã. E compre um terninho melhor. - (zombou).
Patrício_ - Sim senhor. Com sua licença. - (saiu).

- Ao sair da sala de Rômulo, Patrício esbarrou em Olga.

Patrício_ - Olá Senhorita, prazer em vê-la.
Olga_ - O mesmo digo. - (cumprimentou) . - E então ? Papai te contratou ?
Patrício_ - Sim senhorita. Estou contratado .
Olga_ - Muito bem. Isso merece uma comemoração. Vamos !
Patrício_ - Mas... Para onde ?
Olga_ - Apenas... Me acompanhe. - (sorriu).

- Os dois saíram para beber algo enquanto conversavam. Olga já sabia o que queria e Patrício também. Os dois tinham interesses pessoais, um no outro .

_ Casa dos Anciras_

- Já estava em sua hora e Refugio já havia se despido de Dona Mercedes.
Quando saiu da casa dos Anciras , Refugio foi abordada por Dionísio.

Dionísio_ - Entra.
Refugio_ - Não. Obrigada !
Dionísio_ - Entra. 
Refugio_ - Já disse que não.
Dionísio_ - Entra Refugio. - (Falou sério).
Refugio_ - O que quer ? - (falou depois de entrar no carro).
Dionísio_ - Conversar com você.
Refugio_ - Não temos nada para conversar e por favor... Para de me procurar.
Dionísio_ - Não seja tão dura.
Refugio_ - Como você tem a coragem de vir onde eu trabalho.
Dionísio_ - Desculpa minha Senhora. Mas na verdade eu queria falar com Rômulo, mas como te encontrei aqui fora... Bom ... Decidi te levar até sua nova casa. - (deu um sorrisinho cínico).
Refugio_ - Não seja mentiroso. Se quer falar com o Senhor Ancira sabe muito bem onde encontra-lo a essa hora .
Dionísio_ -(sorriu)

- Ela tinha razão, se ele quisesse encontrar Rômulo ele iria ao Escritório (ou a casa de Flor).

Dionísio_ - Diga-me, onde está morando ? Como vou levá-la se não... - (foi interrompido).
Refugio_ - Dionísio Ferrer , não quero que volte a me procurar. Esquece meu nome, esquece que eu existo e por favor me deixe em paz.
Dionísio_ - Não percebe que é impossível. - (desceu do carro). - Não posso te esquecer Refugio. Não posso e não QUERO... te esquecer.
Refugio_ - Eu não quero...
Dionísio_ - Refugio, eu não sou de ficar atrás de mulher alguma, mas entenda. Com você é diferente. Eu... Eu penso muito em você e ... - (gaguejou). Refugio, - (Suspirou). Eu sou um homem reservado, não falo dos meus sentimentos e as vezes penso que nem tenho. Mas... Estou mudando...  
Não sabe como é difícil me declarar pra você. -(sussurrou).
Refugio_ - Não sei ... As vezes acredito que está sendo sincero e outras vezes... - (Pausou) - De verdade não sei ... Ando muito confusa.
Dionísio_ - Já te prometi que não vou te fazer sofrer. Apenas... Me dê uma chance pra te provar .
Refugio_ - Como você pode pedir isso estando comprometido ?
Dionísio_ - Comprometido ? Eu não estou... Ah ! Isadora ? Não tenho nada  sério com ela . E agora não tenho mais nada... Só penso em ti.
Refugio_ - Não sou ingênua, quer que eu caia na sua conversa...
Dionísio_ - Refugio, não tenho nada com Isadora. É verdade que ela sempre esteve interessada em mim. Mas nunca ... Nunca dei meu coração pra nenhuma mulher ... Até conhecer você. - (acariciou o rosto de Refugio).
Refugio_ - Não vai viajar com Isadora ?
Dionísio_ - Viajar ? Não estou entendendo .
Refugio_ - Escutei quando ela falava para a Senhora Mercedes que... Bom. Que vocês dois viajariam.
Dionísio_ - Ela mentiu. - (sorriu). - E se ela falou isso, é porque sabia que você iria escutar.
Refugio_ - Então não... - (foi interrompida).
Dionísio_ - Refugio. - (aproximou-se do rosto de Refugio). - Não sentes nada por mim ? Não sente vontade de  voltar a me beijar ? - (sussurrou).
Refugio_ - Está jogando com os meus sentimentos ?
Dionísio_ - Olha nos meus olhos. - (aproximou-se mais , ficando por um fio de beija-la). - Acha mesmo que faria isso ?
Refugio_ - Acho... Que não . - (sussurrou).

O Poder dos teus Olhos ((TEKILA))Histórias para pegar e não largar. Descubra agora