A festa

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(( Capítulo 7))

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- Antes de sair Dionísio lhe deu um leve beijo, deixando Refugio paralisada.

Dionísio_ - Até mais Refugio... Até mais ... - (deu um um sorriso de lado).

- Refugio estava assustada, não pelo beijo, mas porque tinha gostado da atitude de Dionísio em beija-la de novo...

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- Refugio entrou em casa e Ignácio logo percebeu que sua mãe tinha se machucado.

Ignacio_ - Mãe ? O que aconteceu ? Porque está andando assim ? E porque demorou tanto.
Refugio_ - Nossa ! Quantas perguntas . Ai filho. - (Sentando no sofá). - Não foi nada. Apenas topei em uma pedra... Enfim. Já jantou ?
Ignacio_ - Ainda não.
Refugio_ - Então, vou preparar alguma coisinha. E seus irmãos ? ...

- Refugio e Ignacio jantaram e conversaram um pouco, depois ela foi para o quarto. Ao deitar-se ela lembrou de Dionísio e dos beijos. A cada beijo lembrado uma respiração profunda. Estava confusa, mas não por seu sentimentos (pois ela já tinha a certeza do que estava sentido) e sim pelos de Dionísio.

Sábado chegou...

- Refugio passou toda a tarde andando de lado para o outro organizando tudo como Olga havia pedido.

Olga_ - Refugio ! Já sabe. Quero que instrua todos os empregados .
Refugio_ - Sim senhora.

- A noite chegou e a festa começou. Os convidados foram chegando aos poucos .
Meia hora depois da festa ter começado Patrício chegou junto com seu amigo Rodolfo e logo avistou a mãe, que estava ali no canto, observando os convidados .
Patrício ficou desesperado não queria entrar mas ao mesmo tempo queria ir até a mãe e perguntar o que ela fazia ali.

Rodolfo_ - Vamos ? Não vai entrar ?
Patrício_ - Sim, mas... Pode ir, .... É ... Já que eu entro. (- Antes de ir-se Olga o puxou).
Olga_ - Ei. Onde pensa que vai ? Vem!

- Olga o conduziu até suas amigas para apresentá-lo e depois o deixou conversando com elas para ir receber os outros convidados.
Patrício aproveitou que Olga havia se distanciado e foi até Refugio.

Patrício_ - O que faz aqui ? - (puxou devagar o braço de Refugio).

Refugio_ - Que... - (tomou um susto). - Filho ? ... Eu ... Eu trabalho aqui. E você ? O que faz aqui minha vida ?

Patrício_ - Não pode ser mamãe . Você não pode trabalhar aqui. Não. Aqui não.... Por que não me disse que trabalhava nesta casa ?

Refugio_ - Filho você nunca quer saber das minhas coisas. Sempre está andando de um lago para o outro, quase não te vejo em casa e... - (foi interrompida).

Patrício_ - Não pode continuar trabalhando aqui . - (sussurrou). - Peça demissão, o mais... - (foram interrompidos).

Olga_ - Sobre o que conversam ? Por acaso se conhecem ?

Patrício_ - Não. - (respondeu rapidamente). - Não a conheço, só estava perguntando onde era o banheiro.

- Refugio não acreditou naquelas palavras . Aquelas duras palavras de rejeição que vinham do seu filho e antes que começasse a chorar ali mesmo, ela saiu e foi para a cozinha.

Refugio_ - Meu filho. - (chorando muito). - Tem vergonha... Claro... Claro...

- Depois de alguns minutos chorando, Refugio limpou as lágrimas e voltou para sala onde estavam os convidados.

O Poder dos teus Olhos ((TEKILA))Histórias para pegar e não largar. Descubra agora