((Capítulo 5))
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Julieta_ - Então ? Me conta tudo ? O que foi aquilo ? Que homem é aquele ? E que beijo foi aquele ?
- Refugio não sabia o que falar, estava envergonhada, confusa, não deixava de pensar no beijo. Não estava zangada, mas se sentia estranha... sentia-se diferente... Sentia... Algo diferente .
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Refugio_ - É ... Eu ... - (gaguejou). Acredite, estou tão espantada quanto você. - (falou envergonhada).
Julieta_ - Espantada ?
Refugio_ - Sim. Sim. Espantada. - (fez uma pausa). - Ele me puxou e me beijou. - (suspirou depois de lembrar do beijo). - Do nada me beijou .
Julieta_ - Mas assim ? Do nada ? Sem mais nem menos ? E você gostou ? Pelo visto sim, né ? Nem me escutou...
Refugio_ - Não. Não gostei. Aquele homem é um bruto. Me beijou a força. A força e ... - (foi interrompida).
Julieta_ - Aaaai amiga, a força não foi. Vi muito bem que você retribuiu aos...
Refugio_ - Chega ! Chega desse assunto. - (interrompeu).
Julieta_ - Não. Nada disso . Sou sua amiga. Ou não ? Preciso saber de tudo ... E comece me dizendo quem é esse homem maravilhoso. Nunca tinha me falado nada dele.
Refugio_ - Está bem . Está bem. Vou te contar tudo.
- Refugio contou sobre a ordem de despejo e como conheceu Dionísio. Julieta escutava calada não perguntou nada, só observava a amiga contar tudo .
...
...
Refugio_ - E foi assim. - (falou levantando se para ir pegar um copo com água). - Aquele homem é um grosseiro. Ele me humilhou. Falou como se eu fosse mais uma dessas que ele leva pra cama. - (baixou a cabeça, estava triste ao recordar as palavras de Dionísio).
Julieta_ - Ai amiga ! Realmente, esse homem é um grosso . Se eu estivesse na sua pele... Aaah, pode ter certeza que uns três tapas ele levaria. - (Julieta também levantou-se).
Refugio_ - Não quero mais falar disso. - (suspirou). - Tenho outras preocupações. Tenho que alugar outra casa. - (estava triste). - Não quero sair daqui. Não quero. Mas não tenho escolha.
Julieta_ - Calma amiga. Tudo vai se ajeitar . Sim ? - (falou, abraçando Refugio).
Refugio_ - Sim . Vai sim .
- Depois que Julieta foi embora, Refugio foi para quarto, queria dormir depois daquele dia cansativo. Se deitou e ao fechar os olhos, lembrou de todas a cena do beijo. Lembrou do que ela disse e de como Dionísio reagiu.
Ficou ali pensando naqueles braços fortes, naquele beijo ardente, e naquele belo sorriso de lado .
Refugio_ - Não, não, não. - (balançou a cabeça, reprovando o pensamento). - Não posso ficar pensando nesse homem. Não posso. - ( levou a mão na boca, lembrando do beijo). - Esse homem não é pra mim. Não. Não é.
- Dionísio que já estava deitado também, começou a lembrar de Refugio e do beijo que deram .
Dionísio_ - Ai Dionísio! Dionísio! Você não gosta de mulheres assim. Não gosta. - (passou a mão nos cabelos). - Mas até que...- (pausou). Eu poderia experimenta... - (parou de falar e deu uma gargalhada).
**Dia Seguinte
Inácio_ - Bom dia chefa !
Refugio_ - Bom dia meu amor !
Patrício_ - Bom dia mãe!
Edmundo_ - Bom dia mãe!
Refugio_ - Bom dia meus amores. - (deu um beijo em cada um). - Sentem-se. Vamos tomar o café da manhã.
Patrício_ - Mamãe, você disse que precisava conversar. Então... Aqui estamos, todos juntos .
Refugio_ - Filho! É... - (estava apreensiva). - Nos mandaram uma ordem de despejo. Essa vila foi vendida para um arquiteto e ... Bom... Já tentei conversar com ele, mas foi em vão.
Patrício_ - E aonde vamos morar ? - (levantou-se). Vamos passar uns dias na rua de novo. - (gritou).
Edmundo_ - Calma aí. Não estamos como antes . Inácio tem trabalho, mamãe também. E lo...
Patrício_ - Com essa mixaria ? Acredita mesmo que conseguiremos uma casa decente, com essa mixaria ?
Inácio_ - Seu idiota. Não precisa nos acompanhar...
Refugio_ Basta! Já basta ! - (chorou).
- Por favor, não briguem ! Vocês são irmãos. Por favor, por ... favor .
Patrício_ - Um dia vou sair dessas miséria... Que ... - (saiu).
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O Poder dos teus Olhos ((TEKILA))
De Todo_Pareja Tekila_ Dionísio Ferrer_ é um arquiteto muito rico, mulherengo, frio e rancoroso. Não mede as palavras antes de usa- las e sinceramente, não se importava se magoava ou não, alguém . Refugio Chavero_ mulher pobre, nobre e humilde. Está semp...
