Matt andava de um lado para o outro sem saber o que fazer. Arrependeu-se de ter contado aos amigos sobre seu pai, que havia feito com que Amy ficasse daquele jeito. E também estava abalado ao descobrir que sua mãe estava naquele castelo.
Seria melhor tentar conversar com Charles de uma vez, antes que a amiga virasse uma estátua de ouro.
- Vou ao castelo falar com meu pai agora.
- Certeza?
- Sim. E acho que seria bom você me acompanhar. Vou tentar falar com ele para que faça você voltar ao normal.
A garota se levantou. Apesar de seu pai ter falado para não chegar perto de Charles, não custava nada tentar.
- Seria algum problema você me levar até onde Charles está? – perguntou Matt.
- Não.
Quando ele se virou, a tríxon disse:
- Me desculpe.
Matt olhou sem entender.
- Eu deveria ter lhe contado antes sobre sua mãe, mas não fazia ideia de como contar. Tudo bem que só soube disso um pouco antes de te encontrar ontem, mas você deve ter ficado bravo ou magoado ou...
- Ei, tudo bem Amy – interrompeu.
- Sério? – sussurrou ela.
- Sim. Eu não estou bravo e nem magoado com você.
Amy ficou surpresa.
- Vamos falar com meu pai? – disse ele.
Ela assentiu.
Os dois seguiram para o castelo, lentamente. Amy sentiu um formigamento um pouco acima do joelho direito. Ela tinha certeza que mais uma parte havia se transformado em ouro, mas ficou em silêncio.
Assim que entraram, Margareth puxou Amy para um lado, dizendo para Matt aguardar um momento.
- Senhorita Amy, quem é este?! – disse a criada sussurrando.
- Fique tranquila. Ele é um amigo.
"Na verdade, ele é o príncipe de Wendestorm", pensou a Tríxon.
- Qualquer coisa, só me chamar.
Margareth parecia desconfiada, mas se afastou. Amy comemorou por ela não ter percebido que estava mancando.
Os corredores estavam vazios. Haia um silêncio pairando no ar, fazendo com que o clima ficasse tenso.
- Amy, onde está... Olívia?
A garota entendeu o sentimento de ansiedade de Matt. Ele queria reencontrar a mãe mais que tudo. Naquela hora, torcia para não encontrá-la, pois não saberia o que dizer.
- Eu não sei. Não a vi hoje.
O silêncio voltou.
Chegaram à primeira porta que dava acesso à escada que levava para a torre. Amy tentou abrir, mas estava trancada. Já que a fechadura era de metal, o amigo poderia dar um jeito.
- Matt, você poderia abrir?
- Claro.
Ele colocou a mão sobre a maçaneta e a abriu no mesmo instante. Subiram a escada e o Tríxon repetiu o procedimento com a segunda porta.
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A Marca de Fogo
FantasyOs Tríxons vivem entre nós, os mutantes. Amy é um deles, mas lidar com isso é um pouco difícil. Encontrar outros como ela lhe trouxe um apoio, mas também lhe trouxe problemas e revelações. Você deve estar pensando o quanto legal seria ser um eles...
