54 » I'm a Mess

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"Tem certeza disso, Perrie?"

"Tenho, Zayn. Sinto muito, mas eu estou desistindo", sussurrei, sem olhar em seu rosto.

"Não vai", ele diz, baixinho.

"Você me deixou ir, lembra?", tentei soar o mais normal possível, mas aquilo doía tanto.

"Desculpa, Pezz. Você só não pode ir", ele insiste, e eu o encaro.

Ignoro a conversa, porque se a continuasse, iria ser muito pior para nós dois.

"Posso ficar com a Kath durante o final de semana? Só por esse?", ele pergunta, e eu assinto.

"Só vou me despedir dela, e vou pra casa."

"Que casa?", Zayn cruza os braços.

"Qualquer lugar, longe de você e toda a bagunça que você faz."

Eu juro que não quis dizer aquilo, e me magoa tanto pensar em como eu o deixei mal com isso.

Me perdoe, Zayn. Mas não fui eu quem errou, dessa vez.

"Mamãe, por que está chorando? Não chora", Kath pediu, e eu senti suas mãos pequenas por meu rosto.

"Não é nada, meu amor. Mamãe vai passar uns dias fora, e você vai ficar com o papai, tudo bem?", pergunto, e ela concorda, sorrindo.

"Vou ficar com saudade", ela diz, e me abraça pelo pescoço.

"Eu também, mas será por pouco tempo. Eu prometo, Kath", digo, a apertando contra mim.

"Tá tudo bem, mamãe. Papai vai sentir saudade também", ela disse, com toda a inocência que tem. Pobre criança.

"Ele vai sim", reuni forças para não chorar na frente dela.

Deixei um beijo em sua testa, e ela voltou a brincar sozinha, em frente à televisão. Uma maldita lágrima rolou por meu rosto, exatamente quando Zayn olhou para mim. Que droga.

"Cuida dela, Zayn", adverti.

"Vou cuidar."

Havia uma mala com poucas coisas minhas. Eu viria buscar o resto quando viesse buscar a Kath e as coisinhas dela, também. Bom, e eu sai de lá, segurando minha mala e as lágrimas.

Ele me assistiu ir até o elevador. Até que deu alguns passos em direção à ele.

"Para, por favor", pedi, com os olhos transbordando.

"Eu amo você", ele disse, e aquilo doeu muito.

"Eu odeio você", respondi, vendo seu olhar de decepção, e então a porta se fechar.

[...]

Lydia e Lucy novamente. Era o único lugar que me acolheria naquele estado deplorável. Eu chorava, e soluçava.

Quando toquei a campainha do apartamento, Lydia logo abriu a porta. Seu rosto estava surpreso, talvez porque eu não avisei que viria, mas ela era a minha melhor amiga, e iria me ajudar.

Never Be Alone | Zerrie [Editando]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora