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"Okay, pare por ali", aponto para o estacionamento enorme do supermercado.

Zayn parou o carro, em uma das vagas. Me encarou, e eu sorri.

"Relaxa, é uma coisa simples. Você escolhe o que quer, ou precisa, e compra. Entendeu?", pergunto, e ele revira os olhos, rindo.

Saímos do carro, e entramos naquele lugar enorme. Zayn segurou minha mão enquanto eu, sorri. Era fofo quando ele fazia algo simples, mesmo depois de tanto tempo.

Era estranho estar em um supermercado depois de meses, já que a empregada fazia compras e cuidava da casa.

Eu nunca a vi muito bem, ela sempre limpava enquanto eu dormia, o que era estranho.

Puxei uma lista da minha bolsa, e Zayn pegou um dos carrinhos, andando ao meu lado. Ele estava com aquela velha cara de cú.

"Desfaz essa cara, agora. Vamos nos divertir muito", digo, sorrindo, animada.

Seria chato, e sabíamos disso mas eu gostava.

[...]

"Por que não leva tudo de uma vez?", ele pergunta, com uma expressão de tédio.

"Para de ser chato, já estou acabando", respondo, revirando os olhos.

"Odeio quando faz isso", ele sussurra, com o olhar fora do meu.

"O que eu fiz?", pergunto, tentando encontrar seus olhos.

"Revirou os olhos. Me estressa, tenho vontade de te bater", ele diz, e eu percebo para onde ele estava olhando.

"Você que me estressa. E eu gosto de revirar os olhos para você", respondo, revirando os olhos, novamente.

"Para, Edwards", Zayn sussurra, segurando-me pelo pulso.

"Nossa. Não posso nem brincar", comento, soltando-me dele.

Ficamos em silêncio pelo resto das compras. Peguei tudo o que lembrava e estava anotado, ficamos quase vinte minutos na fila, um de cara com o outro. Que infantil.

Andamos pelo estacionamento, e Zayn destravou o carro. Fiz questão de não ajudar a guardar nada no porta-malas, já que sou mais criança que ele.

Entrei no carro, bati a porta e fiquei escutando a música que tocava na rádio, enquanto o olhava pelo retrovisor. Ele estava puto, nervoso, mas não parecia precisar de ajuda.

"Nunca mais me chame para fazer porra nenhuma, Perrie. Você é uma criança", ele diz, assim que fecha a porta do seu lado.

"Valeu", agradeço, evitando uma discussão.

"Não vai gritar comigo? Me chamar de idiota? Nem de egoista, ou aquele que só sabe ser grosso e rude? Ou, então, frio?", ele pergunta, mexendo nas chaves, causando um barulho irritante.

"Não, você é tudo isso e sabe. Para que vou repetir, e gastar meu oxigênio? Não preciso disso, anjo", respondo, o mais calma que consigo, ainda sorrindo no final.

Never Be Alone | Zerrie [Editando]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora