Ps. Boa leitura, amores.
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Quase um mês depois, e eu estava ficando louca. Minha rotina não fazia sentido nenhum. Eu ficava no apartamento de Lydia, buscava minha filha quando sentia saudades. E mais nada. Essa rotina me deixava estranha, eu não vivia mais.
Quando Zayn e eu estávamos juntos, eu me sentia parcialmente bem. E bom, eu sinto saudades dele. Sinto saudades da nossa casa, e dos nossos momentos. Dos beijos, das carícias, das risadas. Eu sinto saudades.
Já era tarde para sair de casa, mas resolvi comprar algo para beber, já que as meninas não me deixavam beber.
Na quadra de cima, eu entrei em uma loja de conveniência. Uma garrafa com um líquido azul, estava em minha mão. Olhei para um freezer, e vi os potes de sorvete de morango. Olhei para a garrafa, e voltei meu olhar no freezer. Por um instante, eu quase desmaiei. Estava tendo outra alucinação, por causa dos calmantes. Vi minha mãe, mas apenas a cabeça dela lá dentro... Na hora, eu sabia que era uma alucinação, mas fiquei chocada, do mesmo jeito.
Dei dois passos para trás, e a garrafa deslizou da minha mão; a vi estraçalhar sob o chão, e o vidro voar em meu pé. Fez um pequeno corte, mas chamei atenção da loja toda.
Um cara se ofereceu pra ajudar, mas eu precisava sair dali. Paguei pela garrafa que não consumi, e sai da loja, sentindo minhas mãos geladas.
Estou ficando louca.
[...]
"Perrie, Zayn está aqui", escutei Lydia dizer.
Eu me mexi no sofá, e ela repetiu.
"Não quero ver ele, me deixa dormir", respondi, com os olhos fechados.
Mas mesmo assim, Zayn estava ao meu lado em menos de dois segundos. Ele estava segurando minha mão, mas eu não sentia muita coisa.
"Lydia me contou sobre a loja, Pezz. Nós temos que conversar."
"Sai daqui", resmunguei.
"Perrie, vamos conversar só um pouco, e eu prometo ir embora", ele disse, e eu assenti.
"Você está tomando remédios, né?", ele pergunta.
"Estou", sussurro.
"Mas as alucinações, elas começaram agora?", Zayn me perguntou, e eu concordei.
Nós conversamos por uns minutos, até que ele pedisse que eu contasse sobre as alucinações. Eu contei sobre algumas. Contei que cheguei a vê-lo morto, na minha cama.
Zayn arregalou os olhos, mas eu permaneci indiferente.
"Eu posso te ajudar, Pezz. Conheço um médico que poderia te ajudar com isso."
"Não, você não me deve nada", respondi.
"Mas Katherine precisa de você", ele continuou.
"Eu não sou louca, Zayn. Posso viver assim", respondi novamente.
"Não pensa só em você. Pensa na nossa filha, e me diz o que decidir", ele olha em meus olhos, e se levanta, soltando minha mão.
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Never Be Alone | Zerrie [Editando]
Fanfiction#1 Zerrie - 06 de janeiro de 2020. "Pode gritar, não vou pegar leve com você, Perrie".
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